5 de out de 2010

Aumento do IOF

Comentário: No bojo da notícia, informação que o Japão desvalorizou artificialmente o iene em relação ao dólar.

Do Ig, reportagem da Agência Estado
Mantega diz que aumento do IOF não é medida definitiva

Ministro se encontrará com líderes econômicos de 24 países nesta quarta para discutir questão cambial

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos investimentos estrangeiros em renda fixa de 2% para 4% "não é uma medida definitiva que vá resolver todo o nosso problema". "É para atenuar o fluxo forte que se identificou em aplicações financeiras estrangeiras em mercados de renda fixa", ressaltou.


"Estamos vendo que a cada dia países tomam medidas para impedir que haja valorização das suas moedas. Ninguém quer perder a guerra comercial. Ninguém quer deixar de exportar ou ter sua moeda valorizada artificialmente. Nós temos que discutir em conjunto para acharmos uma saída comum de todos os países".Mantega informou que vai nesta quarta-feira a Washington, para uma reunião com ministros da Fazenda dos 24 países mais importantes do mundo, discutir o mesmo assunto. "A questão cambial é generalizada e não só no Brasil", afirmou.
Bolsa e cartão de crédito
Mantega explicou ainda a razão de não ter elevado o IOF para os investimentos estrangeiros em Bolsa. "Não havia fluxo excepcional na Bolsa, portanto nós mantivemos o IOF em 2% para aplicações estrangeiras", disse o ministro. Sobre o IOF para compras no exterior com cartão de crédito Mantega disse que nada mudou.
"Não mudou o IOF em relação ao cartão de crédito. Exceto em relação aos investimentos estrangeiros no mercado de renda fixa. O resto fica igual", disse ele. O ministro lembrou que no caso das compras no exterior ninguém pode trazer mais que US$ 500 por pessoa e quem ultrapassar esse valor já paga imposto sobre isso.
O ministro da Fazenda voltou a reconhecer que o aumento do IOF nos investimentos estrangeiros em renda fixa, que entrou em vigor hoje, ainda não surtiu o efeito esperado. "Há remédios que não fazem efeitos no dia seguinte. Às vezes você começa a tomar um antibiótico e tem que tomar uma semana. É preciso olhar o cenário de hoje", disse, citando que o Japão, por exemplo, também tomou uma medida importante hoje, no sentido de desvalorizar o iene em relação ao dólar, o que afetou muitos mercados.
"O que se poderia pensar é que não fez efeito hoje, mas poderia fazer amanhã. E certamente ela (a medida) vai diminuir o fluxo de capital de curto prazo em aplicações financeiras, o que vai nos ajudar a diminuir a pressão sobre o dólar", afirmou. Segundo o ministro, o raciocínio é que "se não se tivesse tomado esta medida, com o fluxo grande que estava ocorrendo, se poderia ter uma desvalorização do dólar maior do que de fato ocorreu".

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