22 de out de 2010

Tendências para o fim da eleição


Do Terra Magazine
Dayanne Sousa
Apesar das diferenças entre os dados dos institutos de pesquisa, todos apontam para uma possibilidade de crescimento da candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, neste segundo turno, analisa o diretor do Sensus, Ricardo Guedes.
A pesquisa CNT/Sensus foi divulgada nesta quarta-feira (20), um dia depois da Vox Populi e no mesmo dia que os dados novos do Ibope. A Sensus foi a que deu a menor diferença de Dilma para seu adversário, José Serra, do PSDB. No total das intenções de voto, a Sensus dá cinco pontos de vantagem a Dilma enquanto Vox Populi aponta 12 pontos de diferença e o Ibope, 11.

"Embora as diferenças possam ser significativas, os números em si formam uma série bastante compatível", justifica Guedes. Ele analisa que um traçado com os dados das diferentes pesquisas aponta para o aumento da diferença entre Dilma e Serra. "É claro que a gente não sabe o que vai ser notícia e se um novo caso pode mudar isso", ressalta. O pesquisador Marcus Figueiredo, do Laboratório de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) desenhou um gráfico que explica a tendência.
Curva combina pesquisas de quatro institutos (Fonte: UFRJ)
A pesquisa Sensus foi realizada em 18 e 19 de outubro. Sua divulgação havia sido adiada para esta quinta (21), mas acabou sendo publicada na noite de quarta. Na internet, a mudança provocou suspeitas de alteração nos dados, o que Guedes nega. "O que a gente mede é o que a gente mede".
Regiões
Para o diretor, uma das razões para a melhora no desempenho de Dilma é o crescimento no Sul e no Sudeste. Na pesquisa Sensus anterior, de 11 a 13 de outubro, Dilma tinha 36,4% das intenções de voto no Sul contra 56% de Serra. Na pesquisa mais recente, a petista tem 38,2% no Sul contra 45,1% do tucano.
Para Guedes, o dado pode mostrar que diminui, primeiro nestas regiões, o impacto de polêmicas que afetaram a candidatura petista mais fortemente no primeiro turno como a questão do aborto e as denúncias de corrupção na Casa Civil.
Ele acredita que isso possa se mostrar também no Norte e Nordeste a medida em que Serra também sofre com acusações de desvio de verba na campanha. "Com a campanha do PT também entrando na linha da desconstrução de imagem, ou seja, quando há desconstrução recíproca das imagens, a questão sai do campo dos valores", conclui.

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