19 de out de 2010

Dilma - No segundo turno, o apoio de artistas


Do G1

Oscar Niemeyer, Chico Buarque e Leonardo Boff prestigiam evento pró-Dilma em teatro do Rio

Fábio Brisolla e Henrique Gomes Batista
O ponto alto do encontro de artistas e intelectuais com a presidenciável Dilma Rousseff, ontem à noite, no Rio, foi a presença de Oscar Niemeyer e de Chico Buarque no Teatro Oi Casa Grande, no Leblon.
Cinco minutos antes da chegada da candidata petista, o arquiteto entrou no palco, de cadeira de rodas, e foi ovacionado pela plateia.
Chico Buarque chegou cinco minutos após a presidenciável e provocou frisson: o discurso de um dos participantes foi abafado pelos aplausos dirigidos ao compositor, que comentou rapidamente seu apoio, elogiando o presidente Lula:
- Venho aqui reiterar meu apoio entusiasmado à campanha da Dilma. A forma de governar de Lula é diferente. Ele não fala fino com Washington, nem fala grosso com Bolívia e Paraguai. Por isso, é ouvido e respeitado no mundo todo. Nunca houve na História do país algo assim.
No palco, uma seleção de músicos como Alcione, Elba Ramalho e Alceu Valença, e de atores, como Paulo Betti, Sérgio Mamberti e Antonio Pitanga, deu apoio a Dilma, que ficou sentada entre o teólogo Leonardo Boff e Chico.
A cantora Beth Carvalho fez uma versão de um dos sambas mais famosos de Zeca Pagodinho. No lugar do refrão "Deixa a vida me levar", ela improvisou "Deixa a Dilma me levar, Dilma leva eu".
O organizador do evento, o sociólogo Emir Sader, ressaltou que o encontro era um ato de unidade e que a outra alternativa neste segundo turno, referindo-se ao candidato José Serra, era o "obscurantismo", a "intolerância" e a "repressão".

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