6 de nov de 2010

Papo furado

Comentário: A China mantém a desvalorização da sua moeda artificialmente; Os EUA acabaram de jogar 600bi de dólares no mercado o que fará o dólar depreciar; A Coréia trabalha com taxa de juros negativa o que faz sua moeda desvalorizar em relação ao dólar. O Comunicado da Apec tem unica intenção de inibir os países não participantes de realizarem política econômica de defesa cambial. Não se contesta a ação destes países em defender sua moeda, é justa e meio eficaz de preservar a economia, mas a defesa cambial dos outros países é um direito soberano. O que interessa para APEC é a preservação da atual política econômica dos outros países, já que, benéfica para sua expansão econômica. 
Do Terra
Os ministros de Finanças reunidos no Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) consideraram neste sábado que a "incerteza" ameaça a recuperação econômica mundial e se mostraram contrários à "desvalorização competitiva" das divisas.
Ministros e vice-ministros de Finanças do Apec, cujas economias superam 50% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, emitiram um comunicado ao término da reunião de dois dias na cidade japonesa de Kioto, onde analisaram a situação econômica e os desequilíbrios comerciais, segundo informou a agência local Kyodo.
No comunicado, os 21 países-membros da Apec repetiram o teor da mensagem divulgada há duas semanas pelos ministros de Finanças do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países ricos e os principais emergentes) na Coreia do Sul, que demonstraram ser contra "a desvalorização competitiva" das divisas, ao tempo que defenderam que as taxas de câmbio sejam determinadas pelo mercado.
Os responsáveis de Finanças do fórum Apec assinalaram ainda que, apesar do comunicado, a cooperarão para reduzir o excesso de desequilíbrios econômicos não inclui metas concretas, como era previsível.
A reunião ministerial apostou em "fortalecer a cooperação multilateral" e em "políticas que conduzam à redução dos desequilíbrios excessivos e à manutenção dos atuais déficits por conta corrente em níveis sustentáveis".
Os Estados Unidos criticam a China por manter o iuane artificialmente desvalorizado para favorecer suas exportações e propuseram que o G20 limite a 4% o déficit ou superávit das balanças por conta corrente, uma iniciativa recebida com frieza pelos demais países.
O comunicado de Apec assinala ainda que o envelhecimento da população constitui um problema e que é preciso adotar medidas destinadas a fomentar a sustentabilidade fiscal para prevenir o aumento das despesas relacionadas com a idade da população.
"Sistemas financeiros sólidos e em bom funcionamento são decisivos para um crescimento sustentado e uma eficiente distribuição de recursos", apontaram os responsáveis do Apec, que se reuniram em Kioto a apenas cinco dias da cúpula do G20 em Seul, prevista para 11 e 12 de novembro.
Participam do fórum do Apec os seguintes países: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Rússia, Cingapura, Taiwan, Tailândia e Vietnã. Os chefes de Estado ou de Governo do Apec se reunirão em Yokohama (Japão) em 13 e 14 de novembro, imediatamente após a cúpula do G20.

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