3 de nov de 2010

Alckmin e a bandeira branca da governança

Do Terra via Noblat

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quarta-feira (3) que pretende fazer "boas parcerias" com a presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Segundo ele, questões como saúde, educação e segurança pública precisarão de um apoio conjunto entre os governos federal, estadual para saírem do papel.
"O PSDB foi muito bem na eleição, teve um belíssimo resultado no segundo turno junto com os partidos aliados e é muito importante para a democracia você ter vários partidos fortes. O Brasil não tem vocação para partido único. É muito importante termos bons partidos, fortes e preparados para a tarefa política. O PSDB vai exercer esse papel. Quem ganha governa, quem perde fiscaliza", disse Alckmin.
O governador eleito disse ter cumprimentado Dilma na segunda-feira e colocou São Paulo à disposição do projeto de desenvolvimento do Brasil. "Para que trabalhemos juntos, que é obrigação nossa, em benefício das nossas populações, de São Paulo e do Brasil", disse.

A liderança nacional do PSDB defende que a oposição exercida pelo partido durante o governo Dilma seja dividida entre o Congresso e os oito governadores eleitos somados aos dois do DEM.
No entanto, não espera oposição aguerrida feita pelos Estados por entender que estes necessitam de verba federal para a realização dos projetos públicos.
Ex-governador do Estado (2001-2005), Alckmin também defendeu o fortalecimento dos entes federativos. "O Brasil é uma República federativa. Aliás deveria ser muito mais forte ainda essa federação e o respeito aos entes federativos. Numa Federação é fundamental a colaboração entre cada um dos entes", defendeu.
"Há que se avançar nesta questão em várias áreas", acrescentou. Questionado se defenderia uma nova CPMF, o tucano se esquivou e criticou o modelo tributário de maneira geral.
Sobre a agenda política do PSDB, o tucano eleito destacou a votação expressiva de José Serra, candidato derrotado ao Planalto, e preferiu não polemizar a respeito da tese - defendida por FHC e Sérgio Guerra, presidente da sigla - de que é preciso terem um presidenciável daqui a dois anos.
"O partido tem um organograma próprio. Tem uma renovação normal. Eu não faria nenhuma alteração", respondeu em referência às próximas disputas internas pela liderança da agremiação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário