14 de ago de 2009

A diplomacia de Lula

Por André Araújo

postado no blog do Luis Nassif

Matéria da revista britânica The Economist de hoje sobre a política externa brasileira. Considera uma política para agradar a todos, sem foco ou linha definida, sem compromissos com uma estratégia geral, uma diplomacia superficial ocupando o espaço que um grande Pais poderia aproveitar melhor defendendo posições claras sobre os grandes temas centrais. The Economist tem um tom critico a essa diplomacia de aparencias sem objetivos e especialmente chama a atenção para a frivolidade de certos comentários do Presidente Lula, misturando futebol com um juizo sobre as eleições iranianas, dizendo que esse tema não é brincadeira.

A revista também critica a cegueira da diplomacia de Brasília com relação a Hugo Chavez e a tolerância com seus abusos e provocações, pretendendo reintroduzir a Guerra Fria na América do Sul, um processo desestabilizador do continente, ao que o Brasil não reage, embora seja o inconteste Pais líder da região.

comentário do NASSIF : A diplomacia do trio Los Panchos (Amorim-Pinheiro-Garcia) uma hora iria ser desvendada na sua inteira vacuidade e carência de objetivos. Estava demorando mas parece que já estão percebendo. The Economist nos ultimos dois anos tem elogiado mais do que criticado o Governo brasileiro, a revista não pode ser acusada de parcialidade, do alto de seus 110 anos de janela para a política externa mundial. A revista tem um estilo proprio, preciso, frio, inimitável, ao contrario de TIME, Newsweek e outras, não pode ser produzida a não ser na Inglaterra e sem edições regionais.

The Economist não costuma ser tolerante com os erros dos governos, especialmente da Inglaterra e dos EUA. É uma publicação para quem gosta de ver o mundo sem paixões e sem emoções, tal qual ele é.

Comentário do Blog: Cumpre ressaltar que o Brasil sempre foi visto pelos seus "hermanos" como o imperialista da região e nos últimos anos tem-se diminuído a resistência a presença diplomática brasileira no continente.

Contudo, inúmeras vezes a diplomacia é omissa e por evitar o embate direto não toma posições claras, perdendo a oportunidade de tornar-se o país vetor da América Latina


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