19 de ago de 2009

a intervenção positiva

Após 10 meses de crise, a economia brasileira dá claros sinais de recuperação projetando 2010 com crescimento superiores aos 4% ao ano. a indagação:porque nas crises anteriores(95,97,2002) o Brasil era sempre o primeiro a sofrer com as especulações e o último a desenvolver um período de crescimento?

A política econômica daqueles anos sempre trabalhou dependendo do investimento externo, o mercado interno era insuficiente e os recursos deviam ser alavancados do investidor estrangeiro.

Atrai-se o capital especulativo oferecendo juros altos. O dinheiro entrava na bolsa, investindo preferencialmente em títulos públicos que rendiam em algumas épocas até 30% ao ano.

A dívida pública interna saltou para patamares próximos à 1 trilhão de reais.

Ora, o capital que entrava era especulativo, e não possuia qualquer entrave para, a qualquer sinal de não confiabilidade na economia, sair do mercado brasileiro.

O Governo, quando desta crise de confiabilidade, aumentava ainda mais os juros com intuito de manter o capital e criava um roubo maior na dívida pública.

Assim, no modelo gerencial de governo instalado em 1994, as crises seriam eternas e os patamares de crescimento da economia, não passariam dos auferido naquele período, qual seja, 2% ao ano de média.

Pagava-se juros da dívida, o que comprometia o orçamento, deixava-se de investir em educação, saúde e previdência.

Vendia-se empresas públicas rentáveis com a história de modernizar o país e a dívida pública crescia exponencialmente.

Do mesmo modo favoreceu o capital econômico em detrimento da economia real.

Hoje, se vê que a política de Estado que favorece a economia real, o mercado interno e a inclusão de nova faixa de consumidores foi a responsável pela evolução rápida da economia brasileira diante da crise.

Qualquer desenvolvimento social e econômico de um país depende de sua capacidade de desenvolver o seu mercado interno tornando-o forte o bastante para que não haja a dependência de capital externo para financiamento da economia, capital este perene, especulativo e que não cria raízes no país.

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