
17 de nov. de 2011
Propagandas da Benetton
A propaganda da Benetton tem causado incômodo no catolicismo porque mostra um beijo entre o Papa Bento XVI e o líder Sunita. A propaganda é polêmica e genial. Porém não é a primeira vez que a marca choca. Abaixo outras propagandas da Marca:






Vaticano entra com ação contra propaganda com beijo entre Papa e sunita
Do Diário Catarinense
Peça publicitária inclui, também, beijo entre Hugo Chávez e Barack Obama

O Vaticano anunciou nesta quinta-feira que vai empreender ações legais contra a fotomontagem na qual o Papa Bento XVI beija na boca o imã sunita de Al Azhar divulgada pela Benetton, anunciou nesta quinta-feira a Secretaria de Estado da Santa Sé.
"Encarregamos nossos advogados para que empreendam na Itália e no exterior as oportunas ações legais para impedir a circulação nos meios de comunicação da fotomontagem realizada no âmbito de uma campanha de publicidade da Benetton", anunciou o Vaticano em uma nota oficial.
Já o assessor do imã afirmou que a fotomontagem é "irresponsável e absurda"
— Apesar de ser uma publicidade irresponsável e absurda, a universidade está se questionando se vale a pena contestar algo, já que isso carece de seriedade — declarou Mahmud Azab, assessor do grande imã para o diálogo interreligioso.
15 de nov. de 2011
O BOPE usa Gmail
Do blog do TAS
Parabéns as instituições cariocas que conseguiram ocupar um território difícil e tomado pelo tráfico sem o disparo de um único tiro.
Este blog chama atenção para um detalhe. O folheto acima, distribuído nas comunidades da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, pela Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, revela: o Bope usa Gmail!
Pergunta: as denúncias anônimas enviadas pela população- evidentemente são informações estratégicas para a ocupação e pacificação dessas comunidades- deveriam ficar armazenadas num servidor gratuito do Google? O BOPE não deveria ter um servidor próprio para trafegar informações confidenciais? Alguém do Bope sabe que o Google tem direito a ler e até mesmo deletar mensagens lá armazenadas?
14 de nov. de 2011
Os maconheiros e os hipócritas
Por Paulo Moreira Leite
É impressionante que até hoje se tente usar a maconha no xingatório político.
Isso era comum sob a ditadura militar. Sem a legitimidade que só as democracias oferecem, o regime e seus aliados evitavam argumentos políticos para criticar adversários.
Mulheres emancipadas eram chamadas de prostitutas. Mesmo oposicionistas que rejeitavam a luta armada eram acusados de terrorismo.
Glamourizada pela contracultura, que pregava uma forma de liberdade que produzia tensões no autoritarismo, a maconha era um dos alvos prediletos.
A ditadura acabou mas o estigma prosseguiu.
Em 1985, quando tentava desqualificar Fernando Henrique Cardoso, seu adversario na campanha pela prefeitura de São Paulo, o conservadorismo paulista contratou um jornalista inescrupuloso para distribuir um panfleto chamando-o de maconheiro.
Na verdade, o máximo que FHC admitira era ter experimentado maconha, como contou à jornalista Miriam Leitão em entrevista a Playboy. (Só para lembrar como certos argumentos se repetem. FHC também foi atacado em 1985 porque deu uma resposta ambígua sobre “Deus.” Não se podia admitir dúvidas nem hesitações nos reinos do absoluto. Isso lembra alguma coisa?)
Na verdade, o máximo que FHC admitira era ter experimentado maconha, como contou à jornalista Miriam Leitão em entrevista a Playboy. (Só para lembrar como certos argumentos se repetem. FHC também foi atacado em 1985 porque deu uma resposta ambígua sobre “Deus.” Não se podia admitir dúvidas nem hesitações nos reinos do absoluto. Isso lembra alguma coisa?)
13 de nov. de 2011
Democracia, território e serviços
Por Mauro Malin no Observatório da Imprensa
É meritória a defesa da subordinação de toda e qualquer parte do território brasileiro às autoridades constituídas segundo as regras da democracia, ainda que o estágio e as modalidades dessa democracia possam e devam ser objeto de questionamento.
Mas há uma informação precária e uma ilusão nesse discurso, tão frequente na mídia.
Informação precária: o Estado está ausente das favelas. Não está e nunca esteve. O Estado brasileiro, historicamente:
a) usou a segregação dos descendentes de escravos, migrantes internos e pobres, de modo geral, para garantir à economia mão de obra barata, dizendo a coisa do modo mais simplificado;
b) sempre forneceu um ou outro tipo de serviço público – registro de nascimento, saúde, transporte, mais recentemente educação − a essas comunidades, ou autorizou concessionários a prestar aí serviços como distribuição de energia elétrica;
c) participa de todos os tipos conhecidos de crime organizado. Está nos jornais de sexta-feira (11/11): o traficante Nem calculou em R$ 50 milhões por ano o custo dos “arregos” com a polícia. Só para dar um salto no espaço e na estrutura estatal: militares do 2º Batalhão de Engenharia do Exército foram acusados de furto de material de construção em obras para a transposição do Rio São Francisco (denúncia do deputado Rubens Bueno, PPS-PR, no plenário da Câmara, 11/8/2011).
Ilusão: o avanço do Estado democrático permitirá que as autoridades controlem qualquer porção do território. Não acontece em nenhum país do mundo. Nem na Suécia, onde neonazistas dominam determinadas áreas.
Em Ivry-sur-Seine, subúrbio ao sul de Paris, havia nos anos 1970 um bairro chamado Le Plateau onde a polícia não entrava. Nem tentava entrar. A barra era pesada demais. Preferiam manter a coisa sob certo controle, e isso já acalmava os moradores das redondezas. Essa área hoje está muito mudada, mas há muitas municipalidades na França consideradas território hostil, em parte devido à segregação de imigrantes do Norte da África e à islamofobia.
Mother Jones, mãe do sindicalismo norte-americano
Do Diplomatique-Le Monde via Nassif
Hoje, Mother Jones parece ter caído no esquecimento. Mas, no início do século XX, ela foi uma das mulheres mais célebres dos Estados Unidos, simbolizando o vigor 0do movimento operário numa época em que ainda havia um Partido Socialista no país, pelo qual se apresentavam candidatos respeitados

(Mother Jones / 1837 - 1930)
11 de nov. de 2011
Ação Civil Pública contra procurador do Estado de Santa Catarina por exercício de advocacia administrativa
Conforme noticiado na coluna de Cacau Menezes sobre caso de Procurador de Justiça que produzia peças processuais para advogado, segue abaixo decisão que recebeu a Ação Civil Pública para perdimento de cargo.
http://tjsc6.tjsc.jus.br/cposg/pcpoQuestConvPDFframeset.jsp?cdProcesso=01000HRS40000&nuSeqProcessoMv=62&tipoDocumento=D&nuDocumento=3592622
http://tjsc6.tjsc.jus.br/cposg/pcpoQuestConvPDFframeset.jsp?cdProcesso=01000HRS40000&nuSeqProcessoMv=62&tipoDocumento=D&nuDocumento=3592622
Nem diz que metade do seu faturamento ia para a polícia
Do Terra
Em um longo depoimento na sede da Polícia Federal na madrugada de quinta-feira, acompanhado por um grupo restrito de policiais federais, o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha, preso na quarta-feira próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas, afirmou que metade de tudo o que faturava com a venda de drogas era entregue a policiais civis e militares. "Metade do dinheiro que eu ganhava era para o "arrego" (gíria para propina)", afirmou Nem. A gorda propina seria entregue a numerosos agentes públicos. O traficante deu detalhes, inclusive datas, de casos de extorsão. Ainda no depoimento, o criminoso afirmou que, devido às constantes extorsões, em alguns períodos seu faturamento era zero. Segundo algumas estimativas da Polícia Civil não confirmadas no depoimento, o bandido faturava mais de R$ 100 milhões por ano. As informações são do jornal O Globo.
O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse em entrevista ao RJ-TV, da TV Globo, que gostaria muito que Nem falasse mesmo o que sabe, por conhecer "a arquitetura do tráfico de drogas e como são os meandros da corrupção". "Ele tem uma prestação de contas muito séria e importante a fazer à sociedade fluminense. Ele tem que prestar contas sobre a corrupção de agentes públicos. Eu acho que isso faria com que fosse dado um passo importante no combate à criminalidade" disse Beltrame, por telefone, de Berlim, onde apresenta os projetos na área de segurança para a Copa e as Olimpíadas. O bandido contou no depoimento que uma parte do seu lucro com a venda de drogas era gasta em assistencialismo na Rocinha, com pagamento de enterros, fornecimento de cestas básicas, compra de remédios e realização de obras. "Quando me pediam, eu comprava tijolos e financiava a construção de casas na comunidade", disse. O delegado Victor Hugo Poubel, coordenador da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da PF, garantiu que as informações passadas pelo bandido serão investigadas em inquérito. Poubel afirmou também que outras prisões podem ocorrer nos próximos dias e que a PF tem acompanhado a movimentação dos bandidos do Rio, em especial os da Rocinha
10 de nov. de 2011
A ponte Hercílio Luz vai cair!?
Do blog de Moacir Pereira
Os engenheiros Khaled Mahmoud, da Universidade de Nova Iorque, consultor internacional em ponte pênsil, e Honorato Tomelin, da Universidade Federal de Santa Catarina, fizeram duas exposições técnicas contundentes sobre a fragilidade da Ponte Hercilio Luz e o risco de colapso a qualquer momento.
Eles falaram na instalação da Câmara de Logística e Transportes da Fiesc, agora sob a presidência do empresário Mário Cesar de Aguiar, também vice-presidente da Federação.
Os riscos iminentes não decorrem apenas da ruptura da barra de olhal, detectada em 1982 e que provocou o fechamento da ponte. Foi a fratura da barra de olhal que causou a queda da Silver Bridge, nos Estados Unidos, em 1967.
Há agora gravíssimos problemas nas rótulas das bases das duas torres principais, que estão totalmente comprometidas, com rachaduras e corrosões. Precisam ser substituídas urgentemente, operação complexa.
Outro problema detectado está na degradação geral da estrutura metálica da ponte. Até agora, nestes quase 30 anos, o governo cuidou apenas de manutenção da duas cabeceiras.
As duas avaliações técnicas sentenciaram: se não foram agilizadas providências para ancoragem do vão central, a Ponte Hercilio Luz vai cair. Pode ser em uma semana, um ano ou em tres anos.
A fragilidade da estrutura cresce a olhos vistos até para leigos.
Os engenheiros Khaled Mahmoud, da Universidade de Nova Iorque, consultor internacional em ponte pênsil, e Honorato Tomelin, da Universidade Federal de Santa Catarina, fizeram duas exposições técnicas contundentes sobre a fragilidade da Ponte Hercilio Luz e o risco de colapso a qualquer momento.
Eles falaram na instalação da Câmara de Logística e Transportes da Fiesc, agora sob a presidência do empresário Mário Cesar de Aguiar, também vice-presidente da Federação.
Os riscos iminentes não decorrem apenas da ruptura da barra de olhal, detectada em 1982 e que provocou o fechamento da ponte. Foi a fratura da barra de olhal que causou a queda da Silver Bridge, nos Estados Unidos, em 1967.
Há agora gravíssimos problemas nas rótulas das bases das duas torres principais, que estão totalmente comprometidas, com rachaduras e corrosões. Precisam ser substituídas urgentemente, operação complexa.
Outro problema detectado está na degradação geral da estrutura metálica da ponte. Até agora, nestes quase 30 anos, o governo cuidou apenas de manutenção da duas cabeceiras.
As duas avaliações técnicas sentenciaram: se não foram agilizadas providências para ancoragem do vão central, a Ponte Hercilio Luz vai cair. Pode ser em uma semana, um ano ou em tres anos.
A fragilidade da estrutura cresce a olhos vistos até para leigos.
9 de nov. de 2011
Geração mascarda
Por Marcelo Rubens Paiva no Estadão
Entenderam agora por que os estudantes da USP andavam mascarados?
Estão sendo enquadrados no crime FORMAÇÃO DE QUADRILHA.
Além de tipificado dano no prédio [reitoria], desobediência e crime ambiental com as pichações [acuma?!].
Se não pagarem fiança de mais de mil reais, vão para o presídio.
Imagine se a PM invade o campus no final dos anos 70.
Não havia 1 estudante que não pertencesse a uma “quadrilha”, que chamávamos de TENDÊNCIA ESTUDANTIL.
REFAZENDO, LIBELU, CAMINHANDO, CONVERGÊNCIA SOCIALISTA e outras.
Era isso que os moleques tentavam dizer no protesto atual: a maneira como a PM age no campus e os agentes que a comandam não se encaixam no espírito de livre pensar de uma UNIVERSIDADE. O pensamento socrático foi algemado pela truculência do Estado.
Parabéns para aqueles que acham que UNIVERSIDADE não é espaço para playboys maconheiros e baderneiros, que depredam o patrimônio público.
Venceram a generalização, o debate político raso e o Estado maniqueísta.
Perderam a dialética e os movimentos sociais.
Perdeu a DEMOCRACIA [o diálogo].
Filme: O grupo Baader Meinhof
Filme/documentário que narra a história do grupo extremista, posteriormente considerado terrorista que defendeu a luta armada contra a guerra do Vietnã e a influência capitalista americana na Alemanha Ocidental. Evidencia o pensamento crítico da sociedade e a participação popular na vida política. O grupo é contemporâneo de Carlos, o chacal, e realizou inúmeros atentados no país, muitos com o apoio da população. Baader representava a ação do grupo e Meinhof, jornalista, compunha base teórica da ação, legitimando-as. Por fim o fosso entre os dois cabeças do grupo aumenta com as ações terroristas perpetradas, criticadas por Meinhof como desvirtuação da causa inicial. Em que pese o filme ser critico às ações do grupo, o relato histórico da efervescência política européia e da efetiva participação da população em manifestações realça o mal que o pensamento uníssono fez nas décadas seguintes, principalmente 1990 e 2000.
Em épocas de povo rebanho, uma revisitada à década de 1970 não faz mal ao censo crítico.
Em épocas de povo rebanho, uma revisitada à década de 1970 não faz mal ao censo crítico.
Vagabundos, baderneiros, maconheiros, irresponsáveis... incompetentes?
Autor:
Daniel Gorte-DalmoroRichard Dawkins questiona algures o que não seria da física e da ciência se Newton tivesse se dedicado integralmente a ela, ao invés de ter perdido tempo com discussões estéreis, como as sobre religião. Não lembro se ele faz a mesma pergunta sobre Einstein, Heisenberg e outros físicos e cientistas da primeira metade do século XX. De qualquer forma, chuto uma resposta à sua pergunta: se Newton tivesse se abstido das atividades extra-científicas, assim como os grandes cientistas da primeira metade do século XX, em geral bastante engajados politicamente, teria sido tão medíocre quanto a grande maioria dos pesquisadores da atualidade.
A intelligentsia acadêmica brasileira (para ficar na parte tida por pensante da sociedade) não é nenhum Richard Dawkins, mas bem gostaria de sê-lo: ter panca de inteligente e intelectual, morar na Inglaterra, dando aula para ou tendo como colegas pessoas com boa formação, convivendo com gente “civilizada”, enfim (salvo eventuais hordas bárbaras, como a de agosto). Claro, não precisa ser ateu – apenas pró-ciência e anti-comunista.
Novo protesto na USP, e lá vemos novamente as mesmas manifestações dos bons cientistas da universidade e dos homens de bem de nação, criticando os baderneiros que não querem estudar e atrapalham o bom andamento da ciência tupiniquim.
Afinal, conforme ranqueamentos internacionais, da TopUniversities, para ser mais exato, a USP é a melhor universidade latino-americana, e a 169º do mundo. Não que eu ache que esses rankings sirvam para muita coisa, mas nossa intelligentsia certamente se guia por ela – publicações, prazos, congressos, papérs, bolsas, tudo é feito em função do que os gringos dizem que é bom.
Desabafo de quem tava lá (reintegração de posse da reitoria da USP)
Por Shayene Metri no Facebook
Cheguei na USP às 3h da manhã, com um amigo da sala. Ia começar o nosso 'plantão' do Jornal do Campus. Outros dois amigos já estavam lá. A ideia era passar a madrugada lá na reitoria, ou pelas redondezas. 1) para entender melhor a ocupação, conhecer e poder escrever melhor sobre isso tudo. 2) para estarmos lá caso a PM realmente aparecesse para dar um fim à ocupação.
Conversa vai, conversa vem. O tempo da madrugava passava enquanto ficávamos lá fora, na frente da reitoria, conversando com alunos da ocupação. Alguns com posicionamentos bem definidos (ou inflexíveis), outros duvidando até das próprias atitudes. A questão é: os alunos estavam lá e queriam chamar atenção para a causa (ou as causas, ou nenhuma causa)...e, por enquanto, era só. Não havia nada quebrado, depredado ou destruído dentro da tão requisitada reitoria (a única marca deles eram as pixações). A ocupação era organizada, eles estavam divididos em vários núcleos e tinham medidas pra preservar o ambiente. Aliás, nada de Molotov.
Mais conversa foi jogada fora, a fogueira que aquecia se apagou várias vezes e eu levantei a pergunta pra alguns deles: e se a PM realmente aparecesse lá logo mais? Seria um tiro no pé dela? Ela sairia como herói? Os poucos que conversavam comigo (eram uns 4, além dos amigos da minha sala) ficaram divididos. "Do jeito que a mídia está passando as coisas, eles vão sair como heróis de novo", disse um. "Se ele vierem vai ter confronto e isso já vai ser um tiro no pé deles", disse outra. Mas, numa coisa eles concordavam: poucos acreditavam que a PM realmente ia aparecer.
Eu achava que a PM ia aparecer e muito provavelmente isso que me fez ficar acordada lá. Não demorou muito e, pronto, muita coisa apareceu. A partir daí, meu relato pode ficar confuso, acho que ainda não vou conseguir organizar tudo que eu vi hoje, 08 de novembro.
Muitos PMs chegaram, saindo de carros, motos, ônibus, caminhões. Apareceram helicópteros e cavalaria.

USP: Autonomia seletiva
Por LEONARDO CALDERONI E PEDRO CHARBEL* postado no blod do Juca Kfouri
Tem-se dito pelos que defendem o convênio entre a USP e a PM que não se pode tratar a Cidade Universitária como algo que está fora da cidade de São Paulo.
A própria reitoria tem feito discursos nesse sentido.
E é verdade: a USP faz parte do território paulistano, paulista e brasileiro, mesmo sendo uma autarquia.
Ter autonomia, afinal, não é o mesmo que ter soberania.
Agora, se a Cidade Universitária está sujeita a todas as leis municipais, estaduais e nacionais e deve ser tratada como qualquer outra parte do território, por que ela se fecha – material e intelectualmente – ao resto da sociedade?
Por que a mesma reitoria que agora afirma a não-soberania da USP teve o poder, há alguns anos, de vetar a construção de uma estação de metrô dentro do campus?
Por que em uma universidade pública, financiada pela sociedade, esta mesma não pode usufruir de seus espaços livremente sem uma carteirinha?
A USP virou uma terra de autonomia seletiva.
Na hora em que convém a determinados interesses, há sim bastante autonomia para afastar a “gente diferenciada” que viria de metrô para dentro dos muros da universidade.
8 de nov. de 2011
Nomeação de nova ministra do STF alegra magistrados, e desagrada MP

Juízes estavam em baixa
Estudo publicado pela revista ConsultorJurídico , há alguns meses, mostrou que, entre 1946 e início de 2011, foi claramente decrescente a participação no STF de ministros oriundos da magistratura. Eles representavam a metade no período democrático de 1946 a 1963 (8 num total de 17). O número de juízes de carreira caiu para 30% do plenário no regime militar, e para menos de 20% na redemocratização (de 1989 até o anopassado). Já a advocacia – que apresentava um percentual de 50% entre 1945-63 - cresceu para 64% entre 1964 e 1988, e retornou à metade (50%) no período de1989 a 2011, formando sempre o grupo predominante. Quanto ao Ministério Público, sua participação - que era de apenas 9% durante os anos de 1964 a 1988 - aumentou para mais de 30% entre 1989 e 2010.
Dois dos mais antigos ministros do STF elogiaram a escolha da presidente Dilma Rousseff – que depende ainda da aprovação pela maioria absoluta doSenado – não só por ser ela juíza de carreira, como Peluso e Fux, mas também pelo fato de que desde a nomeação de Marco Aurélio de Mello, em 1990, não chegava ao Supremo um especialista em direito trabalhista e – ainda mais - um ministro do TST.
Morte de Alfonso Cano das FARC
Por Wálter Fanganiello Maierovitch no Terra Magazine
A verdade sobre a morte de Alfonso Cano, 63 anos, comandante das Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colômbia (Farc), talvez nunca seja conhecida. O certo é que Cano, em condições físicas precárias, e o seu grupo de proteção estavam cercados em Cauca bem antes de sexta-feira, quando teria ocorrido o confronto e a sua morte.
Uma das versões em circulação fala em delação de membros da própria organização insurgente. Como se sabe, Cano, depois da morte em março 2008 do fundador e comandante Manuel Marulanda Vélez (apelidado Tirofijo), sofreu resistência à aprovação do seu nome como sucessor.
O descontentamento da base era bem conhecida e Cano não conseguia disciplinar e controlar os grupos que realizavam o tráfico de cocaína e maconha. Desde a morte de Mono Jojoy (setembro de 2010) as arrecadações não chegam aos cofres da cúpula de governo. Muitos guerrilheiros associaram-se a narcotraficantes e atuam sem dar satisfação aos comandantes das frentes armadas.
Detenção: filme baseado no experimento efeito Lúcifer
Com Adrien Brody. O filme é baseado no experimento realizado em Stanford, que postei anteriormente. Parece ser fiel ao experimento.
7 de nov. de 2011
O efeito Lúcifer
Sugestão de Alice Bianchini no Facebook
Em 1971 teve início um dos mais controversos Experimentos em Psicologia feitos até hoje: o Estudo da Prisão de Stanford.
Com um anúncio no jornal, Zimbardo e sua equipe amealharam 75 candidatos para uma pesquisa onde seriam estudadas as condições dentro de uma prisão. Através de testes físicos e avaliações psicológicas, eles escolheram os 24 voluntários,dentre os mais saudáveis do grupo, que receberiam US$ 15,00 por dia de participação.
Um cara-ou-coroa dividiu o grupo entre guardas e prisioneiros, colocando-os dentro ou fora das grades de uma cadeia cenográfica montada no subsolo da própria universidade. Depois do sorteio, os voluntários eram instruídos a aguardar em casa o início do experimento.
Sem qualquer outro aviso, os prisioneiros eram buscados em suas casas pela própria polícia de Palo Alto, na Califórnia. Sob a "acusação" de assalto à mão armada, eles eram levados à delegacia algemados em carros-patrulha para serem fichados, tirar as impressões digitais e as fotos características.
Já na cadeia, os prisioneiros eram chamados apenas por números bordados em suas roupas - iniciando seu processo de despersonalização, a que retornaremos mais tarde. Todos usavam uniformes apertados, gorros de lã e eram obrigados a carregar bolas infláveis a maior parte do tempo, para que se sentissem desconfortáveis. Uma corrente atada a um dos tornozelos lembrava-os, constantemente, sua condição de prisioneiro.
Venezuelano 'Carlos, o chacal' começa a ser julgado em Paris por terrorismo
Da Folha
O venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, 62, conhecido como "Carlos, o chacal", começou a ser julgado nesta segunda-feira por um tribunal especial em Paris por quatro atos de terrorismo cometidos nos anos 1980 na França que deixaram 11 mortos e mais de 140 feridos.
Na presença de "Carlos", de 62 anos, sentado no cubículo de vidro blindado destinado aos réus, o tribunal presidido pelo juiz Olivier Laurent, iniciou o processo --que prosseguirá até 16 de dezembro-- no Palácio de Justiça de Paris.
| Reuters |
![]() |
| Ilich Ramirez Sanchez, conhecido como 'Carlos, o chacal', aparece em tribunal em uma fotografia de 2000 |
Depois de anunciar ao tribunal sua identidade, local de nascimento e idade, ao ser questionado sobre a profissão, "Carlos" se apresentou como "revolucionário de profissão".
"Carlos, o chacal" é acusado de cumplicidade no assassinato e destruição de propriedade com explosivos em quatro atentados cometidos na França em 1982 e 1983.
De acordo com a acusação, o objetivo do venezuelano era obter a libertação de dois amigos, o suíço Bruno Breguet e a alemã Magdalena Kopp, sua companheira na época, detidos em Paris e condenados a vários anos de prisão.
Um dia depois do outro
Cláudio Lembo no Terra Magazine
De São Paulo
De São Paulo
Ao longo da História se desenvolveram muitos exercícios de paciência. Todas as pessoas, sem exceção, um dia foram obrigadas a dialogar com interlocutores desejosos de impor a sua vontade.
Desde tenra idade, as crianças são submetidas a este exercício. Precisam ouvir e admitir, ainda mesmo que contra a vontade, as palavras que lhe são dirigidas por unilateralmente.
As escolas - mais ontem do que hoje - adotam exposições unilaterais. O mestre diz é verdade. Os exemplos de situações, onde um fala, o outro ouve e aceita passivamente, são inúmeros.
Nas culturas com raiz européia, seguramente este desvio de conduta advém das tradições religiosas. Estas elevavam o expositor ao púlpito e este expunha o que bem entendia.
Nada de contestações. A resposta, caso acontecessem, seria o inferno com suas brasas e demônios. Um horror. O hábito desenvolveu-se e deu origem ao dogma. O superior falou. Está acabado.
Estas elucubrações, aparentemente sem pé nem cabeça, originam-se de situações recentes de muitas das vítimas da autossuficiência de alguns. Estes alguns foram os políticos europeus.
4 de nov. de 2011
Dois Cachorros Jantando
Sugestão de Ricardo Setti em seu blog.
"Dois Cachorros Jantando”, do cineasta Kristian Septimius Krogh, da Dinamarca, recebeu o prêmio de preferido do público e menção honrosa do júrido do FilmOneFest, festival de cinema e vídeo supercriativo realizado em Atlantic Heighlands, pequena cidade costeira de ares vitorianos em Nova Jersey, próxima a Nova York.
"Dois Cachorros Jantando”, do cineasta Kristian Septimius Krogh, da Dinamarca, recebeu o prêmio de preferido do público e menção honrosa do júrido do FilmOneFest, festival de cinema e vídeo supercriativo realizado em Atlantic Heighlands, pequena cidade costeira de ares vitorianos em Nova Jersey, próxima a Nova York.
Casa de areia e névoa
Tinha assistido este filme quando lançado em 2002(acho) e voltei a assistir ontem. Drama denso protagonizado Jennifer Connelly(no auge da beleza) e Ben Kingsley. Jennifer perde a casa porque não pagou os impostos e a casa é comprada por Ben, um ex-coronel Iraniano que saiu do Irã após a revolução dos Aiatolás. A partir da compra e da tentativa da ex-proprietária em recuperar a casa, herança do pai o filme toma um rumo drástico e trágico. O filme tem ótima fotografia e atuação, principalmente de Ben Kingsley. Imperdível!
Ativistas mudam nome de rua para homenagear Marighella
Do quem torturou Dilma Rousseff
A alameda Casa Branca, no Jardins, amanheceu com outro nome. As placas de identificação da rua foram substituídas por outras com o nome do guerrilheiro Carlos Marighella. O comandante da ALN, a Ação Libertadora Nacional, foi assassinado nessa rua, há 42 anos, pelo delegado do Dops, Sérgio Paranhos Fleury. Segundo os ativistas de direitos humanos que participaram da ação, realizada nesta madrugada, a rua deve passar a se chamar alameda Carlos Marighela. Às 10 horas, outro ato em homenagem a Marighella será realizado na altura do número 800 da alameda Casa Branca, mesmo local onde o guerrilheiro tombou morto, após ser fuzilado por Fleury, em 4 de novembro de 1969.
A alameda Casa Branca, no Jardins, amanheceu com outro nome. As placas de identificação da rua foram substituídas por outras com o nome do guerrilheiro Carlos Marighella. O comandante da ALN, a Ação Libertadora Nacional, foi assassinado nessa rua, há 42 anos, pelo delegado do Dops, Sérgio Paranhos Fleury. Segundo os ativistas de direitos humanos que participaram da ação, realizada nesta madrugada, a rua deve passar a se chamar alameda Carlos Marighela. Às 10 horas, outro ato em homenagem a Marighella será realizado na altura do número 800 da alameda Casa Branca, mesmo local onde o guerrilheiro tombou morto, após ser fuzilado por Fleury, em 4 de novembro de 1969.
STF entende que dirigir bêbado é crime, mesmo que o motorista não provoque danos
Do Globo.com
BRASÍLIA - O motorista que dirige alcoolizado, mesmo sem provocar danos, está cometendo crime. Esse é o entendimento unânime da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão tomada em 27 de setembro, o STF rejeitou um habeas corpus da Defensoria Pública da União em favor de um motorista do município de Araxá (MG). O crime de dirigir embriagado está previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro.
O relator, ministro Ricardo Lewandowski, citou precedente da ministra Ellen Gracie, afirmando que não importa o resultado, tratando-se de um crime de perigo abstrato. "É como o porte de armas. Não é preciso que alguém pratique efetivamente um ilícito com emprego da arma. O simples porte constitui crime de perigo abstrato porque outros bens estão em jogo. O artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro foi uma opção legislativa legítima que tem como objetivo a proteção da segurança da coletividade", destacou.
O motorista havia sido denunciado por conduzir embriagado, mas acabou absolvido pelo juiz de primeira instância. O Ministério Público de Minas Gerais apelou da decisão ao Tribunal de Justiça do estado, que deu continuidade à ação penal. No STF, a Defensoria Pública pedia o restabelecimento da sentença de primeira instância, alegando que "o Direito Penal deve atuar somente quando houver ofensa a bem jurídico relevante, não sendo cabível a punição de comportamento que se mostre apenas inadequado". O pedido, no entanto, foi negado por unanimidade de votos.
O artigo 306 do CTB determina que as penas para quem conduz veículo com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis são: detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
O deputado Hugo Leal (PSC-RJ), autor da Lei Seca, comemorou a decisão do STF.
- Fica demonstrada, cada vez mais, a importância da Lei Seca. Essa decisão reforça que estamos no caminho certo - disse o deputado.
Euforia com doença é pior do que o câncer
Por Marcelo Semer em seu Blog
A revelação da grave doença do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva trouxe, infelizmente, bem mais do que uma onda de solidariedade.
A ira, o rancor e até um inacreditável entusiasmo ultrapassaram todos os limites do bom senso, descortinando um ódio de classe que, descobriu-se, ainda continua exageradamente impregnado.
O líder da juventude do PSDB usou o Twitter para equiparar jocosamente a luta de Lula contra o câncer a suas disputas eleitorais, lembrando sintomaticamente de "duas derrotas para FHC".
A jornalista Lúcia Hipólito não se constrangeu ao atribuir, sem qualquer autoridade, a doença a um suposto alcoolismo do ex-presidente -que estaria pagando agora o preço por todas que tomou.
No Facebook, uma hipócrita campanha se alastrou pela classe média bem nutrida provocando Lula a se tratar em hospitais do SUS, que pouquíssimos deles frequentam, aliás.
A revelação da grave doença do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva trouxe, infelizmente, bem mais do que uma onda de solidariedade.
A ira, o rancor e até um inacreditável entusiasmo ultrapassaram todos os limites do bom senso, descortinando um ódio de classe que, descobriu-se, ainda continua exageradamente impregnado.
O líder da juventude do PSDB usou o Twitter para equiparar jocosamente a luta de Lula contra o câncer a suas disputas eleitorais, lembrando sintomaticamente de "duas derrotas para FHC".
A jornalista Lúcia Hipólito não se constrangeu ao atribuir, sem qualquer autoridade, a doença a um suposto alcoolismo do ex-presidente -que estaria pagando agora o preço por todas que tomou.
No Facebook, uma hipócrita campanha se alastrou pela classe média bem nutrida provocando Lula a se tratar em hospitais do SUS, que pouquíssimos deles frequentam, aliás.
Comissão do anteprojeto do novo Código Penal se reúne nesta sexta-feira (4)
Do sítio do STJ
Que medo! Lá vem majoração de penas.
A comissão de juristas criada para elaboração do anteprojeto do novo Código Penal fará sua terceira reunião nesta sexta-feira (4), no Senado. A reunião, de caráter administrativo, contará com a participação de membros da Subcomissão Especial de Crimes e Penas da Câmara dos Deputados.
Presidida pelo ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a comissão reúne 15 especialistas – entre eles a ministra Maria Thereza de Assis Moura, também do STJ.
A comissão, instalada pelo presidente do Senado, José Sarney, iniciou seus trabalhos no dia 18 de outubro. O prazo para a conclusão da minuta do projeto de lei é de 180 dias, mas pode ser prorrogado.
Presidida pelo ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a comissão reúne 15 especialistas – entre eles a ministra Maria Thereza de Assis Moura, também do STJ.
A comissão, instalada pelo presidente do Senado, José Sarney, iniciou seus trabalhos no dia 18 de outubro. O prazo para a conclusão da minuta do projeto de lei é de 180 dias, mas pode ser prorrogado.
3 de nov. de 2011
1 de nov. de 2011
7 bilhões: o aumento do consumo deve ser alvo do debate
Amália Safatle no Terra Magazine
De São Paulo
De São Paulo
A notícia, dada a magnitude do número, não deixou escapatória à mídia senão publicá-la em tons bombásticos. Sim, atingimos ontem os 7 bilhões, rumamos para os 10 bi até o fim do século e tal escala soa explosiva demais para não se colocar na população o foco do drama ambiental do planeta Terra.
O aumento populacional - ainda que em crescimento desacelerado por conta da urbanização, da melhoria na educação e do acesso a informação em vários países - tem um peso e tanto nessa equação. Mas nem por isso deve encobrir um fator primordial: o consumo. A quantidade de recursos naturais consumida e a forma pela qual estes são processados, consumidos e descartados são os grandes definidores do atual estado do mundo.
É fácil criticar a quantidade de filhos gerados em regiões pobres como as da África, da Ásia e do Nordeste brasileiro, por exemplo - que dependem essencialmente de braços numerosos para lidar com suas economias agrícolas - quando regiões ricas nos Estados Unidos, Europa e no próprio Brasil reduzem a quantidade de filhos, mas aumentam exponecialmente o consumo de bens, inclusive os mais supérfluos, e contribuem para manter em alta a emissão de gases poluentes, ocupando um espaço ecológico muito maior que o necessário para se levar uma vida de qualidade decente.
Assim, o foco do debate deve ser o consumo e a lógica do crescimento - essência dos modelos macroeconômicos que a maior parte do mundo adotou. Como manter a economia rodando, gerando e distribuindo riquezas, e ao mesmo tempo fazer com o estoque de recursos seja gerido de forma sustentável - esse é o nó da nossa civilização.
Grupo de estudantes acampa na UFSC para protestar contra o capitalismo
Grupo, que se conheceu pela internet, mantém no Facebook a página Indignados Floripa, com 375 amigos
Mayara Rinaldi No Diário Catarinense
Um grupo de 15 estudantes está acampado na UFSC desde o dia 22 de outubro para protestar contra o sistema capitalista e o modelo de democracia adotado no país. Eles defendem a descentralização de qualquer tipo de poder, a valorização das opiniões individuais e a chamada "democracia real" em contraposição à democracia representativa.
O grupo, que se conheceu pela internet, mantém no Facebook a página Indignados Floripa, com 375 amigos. Pelo site, ele se organizam, divulgam suas atividades e pedem ajuda para arrecadação de materiais e alimentos.
Uma das programações são as chamadas "assembleias horizontais", quando são definidos os rumos do movimento. Na última, realizada no sábado, o grupo estabeleceu um calendário para a semana em que estão incluídas conversas sobre o que é "democracia real" para o movimento e uma manifestação na próxima quarta-feira, na Avenida Beira-Mar. A agenda está disponível na página do grupo no Facebook.
O grupo, que se conheceu pela internet, mantém no Facebook a página Indignados Floripa, com 375 amigos. Pelo site, ele se organizam, divulgam suas atividades e pedem ajuda para arrecadação de materiais e alimentos.
Uma das programações são as chamadas "assembleias horizontais", quando são definidos os rumos do movimento. Na última, realizada no sábado, o grupo estabeleceu um calendário para a semana em que estão incluídas conversas sobre o que é "democracia real" para o movimento e uma manifestação na próxima quarta-feira, na Avenida Beira-Mar. A agenda está disponível na página do grupo no Facebook.
Assinar:
Postagens (Atom)


