23 de ago de 2011

Reino Unido: Blair diz que desigualdade social gerou distúrbios

Do Vermelho
O premiê britânico, David Cameron, declarou que recentes distúrbios no Reino Unido foram um sintoma de decadência moral, argumento ao qual se opôs o ex-chefe de Governo, Tony Blair (1997-2007).
Em uma análise para o diário The Observer,  Blair não concordou com a postura de Cameron ao afirmar que sua declaração se tratava de uma lamentação pomposa, informa hoje o periódico The Guardian.
Para o ex-governante, as revoltas de rua registradas nesta capital e outras cidades têm sua origem no descontentamento de jovens marginalizados dos atuais projetos sociais.
Cameron, por sua vez, destacou que existem problemas profundos na sociedade britânica que estão crescendo durante muito tempo.

Braço-de-ferro
Nos incidentes violentos, ocorridos de 6 a 9 de agosto, foram registrados cinco mortos e cerca de três mil presos, dos quais mais de mil já passaram por algum tribunal. Esses fatos tiveram seu ponto inicial no bairro multiétnico de Tottenham, depois da morte de um homem de 29 anos, assassinado pela polícia.
A administração de Cameron descreve os distúrbios como uma onda de criminalidade espontânea, em massa e descontrolada, enquanto na oposição são vistos como consequência de males sociais mais profundos, intensificados pelos cortes na despesa pública frente à dívida fiscal.
O líder do Partido Trabalhista, de oposição, Ed Miliband, tachou de simplistas as soluções dadas pelo Executivo de conservadores e liberais-democratas às revoltas.
Culpar os demais, como se limita a fazer o Governo, é um erro, afirmou Miliband, que solicitou a abertura de uma investigação que esclareça o ocorrido.
Redação Vermelho com informações Prensa Latina

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