30 de out. de 2010

Um apartheid temático

Do blog  do Alon

Como as mudanças maciças na esfera espiritual e cultural costumam vir com delay em relação à vida material, as campanhas eleitorais ainda são dirigidas a um Brasil repartido entre os “naturalmente” mais sabidos e os mais alienados


No último debate do segundo turno, sexta-feira à noite na TV Globo, as surpresas não apareceram. Sem tempo hábil para sedimentar novidades, ambos os candidatos preferiram consolidar o que se convencionou chamar de “propostas”.

É uma visão minimalista do conceito “proposta”, mas paciência. A sabedoria -ou burrice- geral exige que candidato a presidente da República se comporte como postulante a gerente do governo.

Se ele ou ela enveredam pela polarização em torno de valores, de visões, haverá o risco de gerar um ambiente de passionalismo. O que será imediatamente denunciado como “baixo nível”.

Conselhos fortalecem a democracia

Do blog Supremo Tribunal Federal em debateLiberdade de expressão

Folha 30 de outubro de 2010

TENDÊNCIAS/DEBATES

A criação de conselhos de comunicação estaduais é uma forma de restrição da mídia?
NÃO
Conselhos fortalecem a democracia

BIA BARBOSA, JONAS VALENTE, PEDRO CARIBÉ e JOÃO BRANT

A aprovação do Conselho Estadual de Comunicação pela Assembleia Legislativa do Ceará foi a senha para uma nova ofensiva da mídia comercial contra a regulamentação do setor e iniciativas análogas em debate em outros Estados.
O argumento é o de que os conselhos seriam órgãos de censura da mídia pelo governo.
A afirmação confunde e esconde o objetivo real dessas estruturas, que já existem em áreas vitais para o desenvolvimento, como saúde e educação, garantindo a participação da população na elaboração das políticas públicas para tais setores e a fiscalização da prestação do serviço público de acordo com a legislação.

Conselhos fortalecem a democracia

Do blog Supremo Tribunal Federal em debateLiberdade de expressão

Folha 30 de outubro de 2010

TENDÊNCIAS/DEBATES

A criação de conselhos de comunicação estaduais é uma forma de restrição da mídia?
NÃO
Conselhos fortalecem a democracia

BIA BARBOSA, JONAS VALENTE, PEDRO CARIBÉ e JOÃO BRANT

A aprovação do Conselho Estadual de Comunicação pela Assembleia Legislativa do Ceará foi a senha para uma nova ofensiva da mídia comercial contra a regulamentação do setor e iniciativas análogas em debate em outros Estados.
O argumento é o de que os conselhos seriam órgãos de censura da mídia pelo governo.
A afirmação confunde e esconde o objetivo real dessas estruturas, que já existem em áreas vitais para o desenvolvimento, como saúde e educação, garantindo a participação da população na elaboração das políticas públicas para tais setores e a fiscalização da prestação do serviço público de acordo com a legislação.

Os três desafios do novo presidente

Comentário: a ressalva é quanto ao contrato econômico.  A atuação estatal não é entrave e a suposta delegação à iniciativa privada não necessariamente é solução, vide os anos 90.

por Luciano Suassuna

A dificuldade dos candidatos em fazer uma campanha presidencial em cima de novas ideias e a lentidão na formulação das propostas de governo, a ponto de Dilma Rousseff e José Serra entregarem programas apenas na última semana do segundo turno, evidenciaram o óbvio: com o governo Lula, esgotaram-se os contratos político, econômico e social estabelecidos na redemocratização. E o Brasil precisa agora de uma nova agenda, sobre a qual a elite nacional mal pensou e, por isso, carece de consenso.
Ao fim do regime militar, o País tinha três metas coletivas, ainda que os partidos políticos, os grupos econômicos e os movimentos sociais divergissem nos detalhes. Havia um contrato político a ser feito, que era a democracia, com nova ordem jurídica, respeito às regras, fim da censura e eleições diretas. Havia um contrato econômico, ancorado na estabilidade, na abertura de mercados e na retomada do desenvolvimento. E um contrato social, atendido com a criação de uma rede de proteção, com seguro desemprego, implantação do SUS, universalização das matriculas escolares e distribuição de renda.

Marconi Perillo por Kajuru

Eita porra

O trânsito é foda

Um grande Currículo

O extremismo do PSDB

Perfeita análise do que se transformou o PSDB: um partido mais radical que o próprio DEM.

Por Paulo Moreira Leite na Época
PSDB no extremo

Caminhando pelo centro de São Paulo, ontem, assisti a uma manifestação de
leitores de José Serra que saiu do Largo São Francisco e chegou a Praça da
República. Foi um cortejo com milhares de pessoas. Entre funcionários públicos, o baixo clero e o alto clero da administração do governo paulista, de autarquias e empresas ligadas ao governo, você podia ver aqueles cidadãos comuns que compõem o tucano imaginário que nem sempre se pode avistar.
Depois que o governo Lula atraiu a quase totalidade do movimento sindical para apoiar seu governo, inclusive a Força Sindical, criada com ajuda de empresários paulistas, de Fernando Collor e convênios amigos nos tempos de FHC, o PSDB nunca mais foi capaz de fazer uma mobilização popular, com aquela massa de cidadãos do universo D e E das grandes cidades.
No ato de ontem, estavam cidadãos de classe média, homens e mulheres que se deram ao trabalho de sair de casa numa sexta-feira para participar de um ato político. Pude reconhecer líderes de entidades empresariais, médicos, jornalistas, profissionais liberais, alguns artistas. Algumas pessoas estavam bem vestidas, de chapéu para enfrentar o sol. Em número suficiente para serem notadas no meio do cortejo que atravessava a Barão de Itapetininga a caminho da Praça da Republica, senhoras usavam lenços estampados em volta do pescoço, numa elegancia que se vê também pelas ruas de Higienópolis e dos Jardins.

A Ficha Suja e a Charge da Semana

Por Wálter Fanganiello Maierovitch no Terra Magazine
Como todos lembram, o Supremo Tribunal Federal (STF) conseguiu, depois de horas, sair da suprema indecisão e mandou, finalmente, aplicar de imediato a Lei da Ficha Limpa, conforme tinham decidido os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com exceção do ministro Marco Aurélio de Mello, uma herança deixada pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello.
No julgamento, pontificou, pela habitual impropriedade, o ministro Gilmar Mendes. Por exemplo, Mendes, que está sob suspeita de ter recebido um telefonema com ordem de Serra para tirar de pauta um processo de interesse tucano, disse, na sessão de julgamento do recurso extraordinário de Jader Barbalho, que a Lei de Ficha Limpa era um casuísmo e um oportunismo criado pelo Partido dos Trabalhadores: o relator, José Eduardo Cardoso não apresentou emenda de mudança para os casos de renúncia de mandato parlamentar a fim de evitar a cassção. A previsão consta do projeto de iniciativa popular.
Talvez, o ministro Mendes, não tenha lembrado do informado no horário político do candidato José Serra. O seu vice, Índio da Costa, apresentou-se como responsável pela Lei da Ficha Limpa (presidiu a comissão especial de exame na Câmara). No particular, apropriou-se da iniciativa popular, verdadeiro móvel da mencionada lei, que é moralizante e constitucional: no projeto de iniciativa popular estava previsto o caso de renúncia para escapar à cassação.
Hoje, véspera de eleição, tomo a liberdade de eleger, ad referendum dos leitores deste blog Sem Fronteiras de Terra Magazine, a charge da semana, que está no alto e foi publicada no site Provos Brasil: http://provosbrasil.blogspot.com/2010/10/ficha-limpa-em-pleno-vigor-por-walter.html
–Wálter Fanganiello Maierovitch–

Consórcio do Rodoanel contratou familiares de Paulo Preto

Um dos consórcios construtores do Rodoanel contratou de forma emergencial e pagou R$ 91 mil à empresa do genro e da mãe do engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, à época em que Souza era diretor de Engenharia da estatal paulista Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.).
A companhia contratada pelo consórcio Andrade Gutierrez/Galvão no ano de 2009 foi a Peso Positivo Transportes Comércio e Locações Ltda. -ME, que tem como sócios Fernando Cremonini, genro de Souza, e Maria Orminda Vieira de Souza, mãe do engenheiro.

Folha de Washigton

Do Diário do Centro do Mundo por Paulo Nogueira
É UM VEXAME para a Folha que o melhor artigo que o jornal publicou sobre as eleições venha de Washington.
Insuspeito de petismo, lulismo ou o que mais de queira, Mark Weisbrot, codiretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política, baseado em Washington, jogou um pouco de luz na escuridão que emana das páginas mentalmente tumultiadas e enviesadas da Folha na cobertura das eleições.
O artigo está na página 8 do caderno de eleições.  Deveria ser decorado pela redação da Folha. Mesmo quem é contra Dilma aprende com artigos como o de Weisbrot como se deve argumentar: com fatos, números, pesquisa, trabalho.
Não com alarido.
Weisbrot nota as semelhanças da estratégia de Serra com as dos republicanos americanos, enormes particularmente no uso da religião para tentar influenciar os eleitores crédulos e crentes.  O grande fato, aí, foi a malandragem de Monica Serra ao dizer que Dilma é a favor de “matar criancinhas”. “A campanha de Serra tentou até um ataque ao estilo republicano à política externa de Lula, com acusações de brandura no trato a ditadores, terroristas e traficantes de drogas”, disse Weisbrot. “Nada disso pegou.”
Ele imagina que Serra, sendo economista, fugiu de temas econômicos por não ter o que falar aí. “A renda per capita cresceu 23% de 2002 a 2010, antes apenas 3,5% entre 1994 e 2002. O desemprego oficial bateu novo recorde ao cair a 6,2%”.
Weisbrot, por fim,  afirma que “os eleitores indecisos queriam saber se Serra faria por eles algo de melhor do que aquilo que o PT realizou. Porque não soube lhes reponder, Serra perdeu seus votos”.
É esse tipo de artigo que contribui para debates ricos. Os jornalistas da Folha, se pensam parecido, provavelmente tenham medo de escrever um texto daqueles e ser tachados de petistas, com o que seu emprego estará no pano verde.
E os que pensam diferente deveriam aprender com ele como se apóia uma idéia ou um candidato.
Você pode fazer um artigo inverso  – a favor de Serra – com argumentos potentes. Weisbrot subestima, por exemplo, a estabilidade conseguida por FHC, por exemplo. Também ignora o efeito positivo de boa parte das privatizações, a começar pela das telecomunicações. Conseguir um telefone era uma proeza na época das telefônicas estatais. A força da economia brasileira ao enfrentar a crise financeira do final da década passada deriva, em boa parte, do Proer — atacadíssimo pelo PT na oposição. Os bancos brasileiros estariam bem mais vulneráveis sem o Proer.
O que você não pode fazer, como jornalista, é apoiar Serra com o mesmo expediente que ele próprio tem usado – ataques baixos, alguns deles canalhas, de extração “republicana”, como bem percebe Weisbrot.

29 de out. de 2010

Investimentos em universidades federais III

Do Valor via Blog do Nassif
| De São Paulo
29/10/2010
O Brasil pode atingir a marca de 1 milhão de matrículas no ensino superior federal em 2012, ano de conclusão do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Previsão do Ministério da Educação (MEC) aponta crescimento da oferta de vagas superior a 75% em relação aos 643,1 mil alunos matriculados em 2008, quando começou a execução do Reuni.
Números oficiais do Censo da Educação Superior 2009, que será divulgado nas próximas semanas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que foram criadas 210,2 mil vagas nas universidades federais no ano passado, o que representa crescimento de 24% sobre 2008. Com isso, a taxa de matrículas em 2009 registrou a entrada de 752,8 mil novos alunos na rede pública federal, uma alta de 17% em comparação com o ano letivo anterior. Para 2010, a previsão é que sejam registradas 860 mil matrículas (avanço de 14%), revelou uma fonte do MEC.
A taxa de formação dos estudantes reverteu queda de 2008 e voltou a crescer, embora em ritmo mais lento do que o da oferta de vagas: foram 91.576 concluintes em 2009 contra 84.034 no ano anterior, variação positiva de 9%. Na avaliação da fonte ministerial, a tendência é de aumento mais forte das graduações nos próximos anos. "O tempo médio de formação da maioria dos cursos é de 4,5 anos. À medida em o Reuni avança também deveremos registrar alguns repiques nos índices de conclusão dos universitários." (LM) 

Investimentos em universidades federais II

Do Valor Via Blog do Nassif

| De São Paulo 29/10/2010 
Dois anos depois da implantação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que injetará R$ 3 bilhões até 2012 na rede federal de ensino superior, o Ministério da Educação (MEC) contabiliza a construção de 128 novos campi universitários, que se estendem por mais de 220 cidades brasileiras. "São 3,5 milhões de m2 de área construída ou em fase de reforma em todo o Brasil", diz Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Ensino Superior do ministério.
Reitores de todo o país ouvidos pelo Valor contaram que, depois de mais de dez anos sem investimentos significativos em ampliação, as universidades federais são consideradas "verdadeiros canteiros de obra".
Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o orçamento cresceu 56% entre 2004 e 2010, para R$ 454 milhões, sem considerar pagamentos a inativos e sentenças judiciais. A adesão ao Reuni permitiu a instituição contratar 450 professores e 400 servidores a partir de 2007. O reitor Carlos Alexandre Netto informa que outros concursos estão paralisados por causa do período eleitoral. "Os dados mostram que, pela primeira vez, o Brasil vive uma política séria de apoio à educação superior. O que se demonstra é um aumento de 10% do orçamento de custeio, que paga as despesas correntes da nossa instituição, e aumento significativo de capital pelo Reuni, que garante obras, novos cursos e a entrada e permanência de novos estudantes", relata.

Investimentos em universidades federais

Do Valor via blog do Nassif
Luciano Máximo | De São Paulo
29/10/2010 
As 57 universidades federais brasileiras terminam 2010 com um caixa de R$ 19,7 bilhões - já descontado o pagamento de aposentadorias e pensões. O valor é o mais elevado em duas décadas e representa um salto de quase 120% na comparação com o orçamento verificado em 2005, de acordo com números compilados pelo professor Nelson Cardoso Amaral, da Universidade Federal de Goiás (UFG), e pelo Ministério da Educação (MEC).
Os últimos cinco anos ficaram marcados pela execução das duas fases do programa federal de interiorização das instituições de ensino superior e de expansão da oferta de vagas e cursos, da contratação de professores e funcionários e dos investimentos para ampliação da infraestrutura da rede, com novos prédios de salas de aula, laboratórios e equipamentos. O aumento do orçamento das universidades sucede um longo período de estabilidade orçamentária, que durou 11 anos, entre 1995 e 2005. 
servador do desempenho orçamentário das universidades federais desde 1989, o professor Amaral lembra que, apesar da recente evolução, os recursos destinados a investimentos precisam crescer, pois são bem inferiores aos gastos com salários, aposentadorias, pensões e até manutenção. Segundo a execução orçamentária de toda a rede, dos R$ 22,1 bilhões do orçamento integral de 2009 (incluindo inativos), R$ 1,4 bilhão (6,5%) foi a rubrica capital, destinada à ampliação da infraestrutura ou aquisição de equipamentos. Folha de pagamento e inativos representam fatia que supera 80% do caixa das universidades.

TSE: usar máscaras de Serra e Dilma no Halloween será considerado boca de urna


Do sensacionalista
O TSE decidiu hoje que os eleitores não poderão se fantasiar com as máscaras de Serra e Dilma neste Halloween porque isso será considerado boca de urna. Desde que o segundo turno da eleição foi marcado justamente para o dia da festa, as máscaras eram um sucesso de vendas. A comercialização da fantasia está proibida em todo o país. A votação da nova regra foi apertada e terminou em empate, mas os ministros decidiram nos pênaltis. Quem for pego com as máscaras no dia da votação será preso. O TSE só não explicou como Serra e Dilma sairão de casa.
Otileno Junior e Leonardo Lanna

Juiz torcedor grenal

Do blog do David Coimbra


Foi divertido ver o esforço dos analistas e repórteres ao explicarem o gesto do quinto árbitro na hora do pênalti a favor do Inter no Gre-Nal de domingo passado. Porque é óbvio que aquilo não era uma sinalização, como ele alegou; era uma comemoração, como todo mundo entendeu.

Ele foi pego de surpresa. Não estava acostumado a ser protagonista de um jogo. Se atuar como árbitro principal ou como bandeirinha, irá se conter.

Todos os juízes torcem por algum time, bem como todos os jornalistas, dirigentes de federações, todos os que se envolvem com o futebol.

Mas não é por torcer por um time que um juiz será desonesto ou incompetente.

Ontem, o juiz prejudicou em muito o Grêmio, e é claro que ele não é colorado. Não deve ter feito o que fez por não gostar do Grêmio e sim pelo maior defeito dos juízes de futebol: a prepotência.

Héber Roberto Lopes errou ao não marcar um pênalti MUITO claro a favor do Grêmio. Bem, isso acontece. Só que, depois, ele tirou os jogadores do Grêmio do sério. Xingou, ameaçou, mostrou cartões amarelos, desconcertou o time. O Grêmio não empatou um jogo em que se impunha por causa do juiz.

Juiz torce, sim. Juiz influencia no jogo, sim. Juiz, sim, sim, é muito decisivo numa partida de futebol.


Paul is dead again! Really!

Do blog Soco no Figo

Paul is dead... again


Teorias da conspiração podem ser divertidíssimas, mas às vezes o pessoal exagera. Na década de sessenta, criou-se o boato de que o Beatle Paul McCartney haveria falecido em um acidente de carro em 1966, tendo sido substituído por um sósia. Assim sendo, seria o tal sósia que até hoje se passaria por McCartney, tendo composto, cantado e feito mil coisas por anos a fio. Supostamente, as capas dos discos dos Beatles e as letras de algumas de suas canções fariam referência à morte de Paul e a esse suposto embuste, que McCartney desmentiu com o CD solo "Paul is live", fazendo o contraponto da famosa capa do disco "Abbey Road". Ontem, quando soube que outro Paul famoso havia morrido - desta vez o polvo adivinho, aquele dos resultados da copa do mundo -, fiz esta montagem tosca no paint e mandei para dois amigos que entenderiam a private joke. Foi só abrir a internet hoje e me deparei com uma nova teoria da conspiração: o polvo Paul teria passado pela mesma situação que McCartney, ou seja, haver morrido em mau momento e sido substituído por um dublê. Antecipei a teoria da conspiração... isso é o que o Jung chamaria de sincronicidade. Porém, hoje em dia eu prefiro outras explicações. Lembrem-me de falar em apofenia em outra postagem.

A vingança do mais fraco

De surpresa, o gnu passa a atacar a leoa, que se assusta e tenta fugir. Foto: BBC Brasil
Gnu persegue leoa na África







Uma eleição sempre igual

Por Paulo Moreira Leite da Revista Época

Há quase um mês, quando Dilma Rousseff deixou de ganhar a eleição no primeiro por uma margem inferior a 4 milhões de votos, boa parte dos eleitores dizia que queria mais debates antes de tomar uma decisão definitiva.
O segundo turno está aí, domingo, mas nenhum eleitor irá dizer que aprendeu muita coisa de útil. Os candidatos de enfrentaram na Bandeirantes, na RedeTv!, na Record e hoje à noite comparecem ao último encontro, na TV Globo.
O que mudou?
Nada. Dilma saiu do primeiro turno com uma vantagem de 15 pontos sobre José Serra. No último Ibope, divulgado ontem, essa diferença é de 14 pontos. Nos demais institutos, a diferença é de 12 pontos. Pelo quadro atual, a campanha não passou por mudanças significativas depois que Dilma assumiu a liderança nas pesquisas, há quase quatro meses.
A única dúvida naquele momento era saber se seria capaz de vencer no primeiro ou no segundo turno.
Esta situação persiste — ainda que, por uma questão de bom senso, seja prudente recordar que pesquisa é uma coisa, eleição é outra. A principal novidade dos últimos levantamentos é informar que o número de eleitores indecisos é menor do que a diferença que José Serra teria de superar para promover uma virada na reta final.
A prolongada liderança de Dilma na eleição ajuda a entender que a discussão desta campanha ocorreu fora do horário político, fora do confronto entre os candidatos. Nunca esteve nas mãos de marqueteiros. Foi uma discussão entre a vida cotidiana da maioria dos eleitores, seu entusiasmo com o bom estado da economia, e as eventuais alternativas que a oposição pudesse oferecer.

Dívida abaixo de 30% do PIB e juro de 2% em 2014

Do Valor via blog do Nassif

Claudia Safatle


Aumentar o esforço fiscal, com uma meta de superávit primário mais ambiciosa, é a receita de maior consenso entre os economistas de tendências variadas para o governo enfrentar, de forma mais estrutural e efetiva, a apreciação do real. Maior superávit equivaleria a menos dívida interna e, portanto, possibilidade de taxas de juros mais modestas. Com juros reais compatíveis com as taxas internacionais, o capital externo não se sentiria tão atraído pelos ganhos de arbitragem e a pressão pela sobrevalorização da moeda brasileira seria menor.
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, tem, no entanto, uma visão distinta desse quase consenso. Ele acha importante o retorno do superávit primário para 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) que, associado a um crescimento médio de 5,5% da economia nos próximos anos, vai permitir uma forte redução da dívida interna. Conforme estimativas do Ministério da Fazenda, a dívida líquida do setor público pode cair dos 39,6% do PIB estimados para este ano para 27,8% do PIB em 2014. Cumprindo esse desempenho, a taxa de juros real interna poderia baixar para inéditos 2% ao ano em 2014, estima Barbosa. Até lá, portanto, os ganhos com diferencial de juros estariam praticamente neutralizados.

Descendo os degraus da abjeção

(Paulo Nogueira do Diário do Centro do Mundo sobre o famigerado vídeo feito pelo PSDB que postei anteriormente.)
QUANDO PARECE que não há mais chance de descer os degraus da abjeção nesta campanha eleitoral, eis que surge um fato novo.
Os brasileiros foram desagravalemente surpreendidos por um vídeo-catástrofe que mostra o que aconteceria com a vitória de Dilma. Basicamente, o Brasil acabaria. Serra, mártir da democracia exilado no conforto americano, voltaria para nos salvar.
Desta vez, imagino, sem atentados de bolinha de papel ou fita crepe.
O vídeo é tecnicamente bom, o que aumenta apenas sua dose de ignomínia. Colocar calculadamente, hipocritamente medo nas pessoas é a pior forma de fazer política. Isso só aparece quando você não tem argumento concreto nenhum a oferecer. Há nele ignorância: quando a Inglaterra é citada, por exemplo, aparece o rosto de Gordon Brown, que já não está no poder faz meses. E há nele também um que de fascismo quando os pobres são chamados de “classes mais baixas”.

A educação pré-escolar em São Paulo

Da folha

Prefeitura freia expansão da pré-escola

DE SÃO PAULO
Apesar do deficit de 41 mil vagas, a Prefeitura de SP reservou (empenhou) apenas 36% dos recursos previstos para construir pré-escolas, informa reportagem de Fábio Takahashi, publicada nesta sexta-feira pela Folha (íntegradisponível para assinantes do jornal e do UOL).
A retenção de gastos ocorre justamente quando a prefeitura, seguindo recomendação federal, decidiu aumentar o atendimento a crianças de quatro e cinco anos -faixa atendida pela pré-escola. Lei de 2009 exige que essa etapa seja obrigatória em 2016.
Dos R$ 22,8 milhões previstos no Orçamento para este ano para construção de pré-escolas, a prefeitura empenhou R$ 8 milhões. No jargão administrativo, empenhar significa reservar verba para uma ação. Considerado o quanto já foi gasto (liquidado), a taxa cai para 9,8%.


OUTRO LADO
A Secretaria Municipal da Educação afirmou que teve de rever seu planejamento após a homologação, em julho, de norma federal que recomendou a inclusão de crianças de três anos em creches.
Até então, em São Paulo, essa faixa etária iria para a pré-escola. "Não se trata de uma escolha da secretaria. E é também mais um dos muitos elementos que compõem o planejamento desta pasta", diz a secretaria, em nota.
A prefeitura afirma ainda que a "educação infantil [creches e pré-escolas] é prioridade para esta gestão".
Editoria de Arte/Folhapress
SP gastou só 10% para expandir pré-escola
SP gastou só 10% para expandir pré-escola

Expansão da educação profissional em Santa Catarina

28 de out. de 2010

O respeito que Serra tem pelas mulheres

Do Tijolaço

O senhor José Serra está, como todos sabem, fazendo uma campanha que apela para preconceitos e explorações as mais baixas.
Em geral, faz isso com ataques desrespeitosos a Dilma Rousseff.
Hoje, porém, ele ofendeu todas as mulheres.
Ao pedir a eleitoras, em Uberlândia, que conseguissem mais votos, ele se superou, se é possível dizer que se supera quem desce ao preconceito mais vil contra a mulher.
Em lugar de pedir que lhe conquistassem votos com argumentos e conversas políticas, sugeriu que elas fizessem um leilão de seus atributos físicos.
“Se você é uma menina bonita, tem que conseguir 15 votos. Pegue a lista de pretendentes e mande um e-mail. Fale que quem votar em mim tem mais chance com você”, pediu ele, como relata o portal UOL.

Modo do PSDB fazer política - Alô Soninha

Redução de danos

Do blog Juízes pela democracia

Em meio à polêmica sobre a liberação do uso da maconha, é bom lembrar que a Redução de Danos é o modelo de política pública adotado pelo país para o álcool e outras drogas.

 Márcia Aparecida Ferreira de Oliveira, que é professora livre-docente da Escola de Enfermagem da USP, explicou no programa Justiça e Democracia  o que é a Redução de Danos: uma política inovadora e pragmática que ajuda a qualidade de vida das pessoas e evita o agravamento dos problemas relacionados ao uso de drogas.
  
A professora ressaltou que se trata de uma opção ética que privilegia a autonomia e a escolha da pessoa humana, e não descarta os cuidados com a saúde e a proteção da vida.
  
Ela conta experiências bem sucedidas em França, Portugal e alguns municípios brasileiros, e lamenta o reacionarismo que tem impedido pesquisas acadêmicas e práticas bem sucedidas no Brasil.

 Assista o compacto e a versão integral, e  confira ainda a análise sobre o modelo de Justiça Terapêutica.

Política de redução de danos - um abordagem correta sobre drogas

Do Instituto ciência Hoje por Isabela Fraga 
As políticas públicas em relação às drogas são tema de discussão e objeto de reformulação de leis e de suas interpretações em vários países do mundo, inclusive no Brasil. Embora a discussão sobre o tema tenha sido deixada de lado nas eleições deste ano – pouco se disse além da posição “a favor” ou “contra” dos candidatos –, o cenário é diferente no meio acadêmico, no qual o debate em torno da descriminalização tende a assumir uma posição cada vez mais central.

O debate foi coordenado pelo cientista político e ex-secretário nacional de segurança pública Luiz Eduardo Soares, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Intelectuais de diversas áreas convergiram em um ponto: a política de combate e proibição das drogas em vigor no Brasil é totalmente ineficiente e tem implicações graves nos campos da saúde e segurança. Mas qual o caminho a seguir?Exemplo dessa relevância do tema foi uma mesa-redonda realizada ontem (26) pela manhã no 34º Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), que acontece esta semana em Caxambu (MG).

Por uma política de redução de danos

Os psiquiatras Marcelo Santos Cruz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Tarcisio Matos de Andrade, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), defendem uma política de redução de danos em relação às drogas, levando em consideração a inviabilidade de se eliminá-las totalmente.

Darci fala com Deus

As aventuras de Darci, manezinho sucesso na atlântida FM de Florianópolis

Darci

Ex-deputado Natan Donadon é condenado pelo STF a 13 anos, 4 meses e 10 dias de reclusão

Do sítio do STF


O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou procedente Ação Penal (AP 396) contra o ex-deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO), condenando-o pelos crimes de formação de quadrilha e peculato. No exercício do cargo de diretor financeiro da Assembleia Legislativa do estado de Rondônia, ele – e outros sete corréus – teria desviado recursos da assembleia por meio de simulação de contrato de publicidade que deveria ser executado pela empresa MPJ Marketing Propaganda e Jornalismo Ltda.
O voto da relatora, ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, pela procedência da ação penal quanto aos dois delitos expostos na denúncia, foi acompanhado por unanimidade quanto ao crime de peculato e, por maioria (7x1), em relação ao crime de quadrilha, vencido o ministro Cezar Peluso.
Os fatos
Em 24 de junho de 1999, a denúncia foi oferecida pelo procurador-geral de Justiça de Rondônia contra sete pessoas, entre elas Natan Donadon, tendo sido recebida em 2002 pelos desembargadores do Tribunal de Justiça do estado de Rondônia (TJ-RO). Segundo o Ministério Público estadual, a quadrilha era comanda pelo então presidente da assembleia, deputado Marcos Antonio Donadon e por Mario Carlixto Filho, empresário de comunicação em Rondônia.

José Serra também foi considerado terrorista pelo regime militar

Do blog Seja dita a verdade
Natalia Viana – 28/10/2010 – 16h20
Durante o período eleitoral, o passado de militância política da candidata Dilma Rousseff (PT) foi relembrado em reportagens de jornais, revistas e TV. Dilma recordou em sua propaganda eleitoral o período em que esteve presa e foi torturada, enquanto e-mails e panfletos apócrifos a acusaram de “terrorista”.
Não houve muita gente interessada em levantar como os serviços de segurança e informação do país avaliavam o papel de José Serra (PSDB), que até 31 de março de 1964 presidiu a UNE (União Nacional dos Estudantes). O que dizem os arquivos do regime militar sobre o candidato da oposição?
Consultados por Última Instância, as fichas, prontuários e dossiês compilados pelo Deops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social ) nos anos 1960 e 1970 – hoje no Arquivo Público do Estado de São Paulo – revelam que, para os órgãos de segurança, Serra também esteve “envolvido em atos de terrorismo” e fazia discursos “extremistas”, conclamando estudantes e trabalhadores para a “revolução”.
Dossiê sobre José Serra no DOPS, contendo resumos de todos os relatórios feitos sobre ele pelos agentes de segurança. (Arquivo Público do Estado de São Paulo)
Serra também foi julgado, à revelia, pela Justiça Militar, e condenado a três anos de prisão por “fazer publicamente propaganda de processos violentos para a subversão da ordem política ou social”.

Serra e sua atuação no Ministério da Saúde

Do blog do Nassif
MINHA EXPERIÊNCIA DE TRABALHO
COM O MINISTRO JOSÉ SERRA

Sou Helvécio Bueno, 57 anos, nascido em São Gotardo – MG, morei em Belo Horizonte de 1961 a 1971 e, desde 1972 moro em Brasília. Formei em medicina pela Universidade de Brasília – UnB, fiz especialização em saúde pública e administração de sistemas de saúde e sou mestre em saúde coletiva.

Entrei para a Secretaria de Saúde do DF em 1982. Na SES-DF fui médico sanitarista do Centro de Saúde n° 4 de Taguatinga – CST4, depois da Coordenação de Saúde da Comunidade, em seguida Chefe do CST4 e vice diretor do Hospital Regional de Taguatinga – HRT.

Em 1985 fui convidado para trabalhar no Ministério da Saúde - MS como técnico do Grupo de Trabalho para a Erradicação da Poliomielite no Brasil – GT Pólio. Trabalhei no MS de 1985 a 1999. Foram quase 15 anos e nesse período convivi com os seguintes ministros da saúde:

Déficit comercial em eletrônicos (estudo do IPEA)

Do Terra
A balança comercial do complexo eletrônico do País vem aumentando ao longo do tempo e deverá atingir US$ 16 bilhões até o fim deste ano, principalmente nos segmentos de telecomunicações e de componentes, devido ao crescimento das importações. O déficit somente no setor de componentes eletrônicos é de US$ 7 bilhões, conforme estudo divulgado nesta quinta-feira no boletim Radar, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), sobre as tendências de telecomunicações no país.
De acordo com o pesquisador Lucas Ferraz Vasconcelos, autor do estudo, a situação deficitária do complexo eletrônico brasileiro se acelerou entre 2002 e 2008, quando a taxa de crescimento das importações foi bastante superior à das exportações: enquanto a primeira registrou aumento de 137% entre 2004 e 2008, a segunda elevou-se 60% no mesmo período, fazendo com que o déficit crescesse 169%. Esse déficit equivale hoje a 65% do saldo comercial brasileiro, foi de US$ 4,7 bilhões no ano passado e quase dobrou no primeiro semestre de 2010 para US$ 8,3 bilhões.

Mulher é presa por suspeita de aborto

Do G1

Uma mulher de 37 anos foi presa nesta quinta-feira (27) suspeita de ter feito aborto dentro de casa, no bairro Tupi, região norte de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar (PM), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado para atender a uma ocorrência de hemorragia, mas quando a equipe chegou ao local suspeitou de aborto por causa de um grande rastro de sangue que saía do banheiro.
Um enfermeiro teria visto o feto, de aproximadamente seis meses e do sexo masculino, enrolado em toalhas dentro do cesto de roupas sujas. A suspeita foi encaminhada ao Hospital Sofia Feldman, no mesmo bairro, para fazer curetagem da placenta no útero. A PM disse que o feto foi removido para o Instituto Médico-Legal (IML) de BH e a ocorrência encaminhada à 22ª de Delegacia de Polícia Civil. Assim que a mulher tiver alta será conduzida à delegacia.

Os mineiros do Chile e os soterrados do Brasil

Artigo originalmente publicado no sítio juizes para democracia


Jorge Souto Maior Borges  - Juiz do Trabalho, titular da 3ª. Vara de Jundiaí e professor livre-docente de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da USP.

A notícia do resgate dos trabalhadores (mineiros) no Chile fez emergir na sociedade um sentimento que estava há muito tempo soterrado: a solidariedade.

 É importante, de plano, deixar claro que a solidariedade é um sentimento mais profundo que a mera compaixão. A população em geral, mesmo fora dos limites territoriais do Chile, não apenas se condoeu com o sofrimento dos mineiros chilenos. Passou a se questionar como aquelas pessoas puderam ser submetidas a condições de trabalho tais que as expunham ao risco de tamanho sofrimento. As pessoas foram capazes de se colocar no lugar dos mineiros e esse é o atributo maior do sentimento de solidariedade, que nos impulsiona a análises mais sérias e a práticas concretas.
 O próprio Presidente do Chile, Sebastien Piñera, disse, expressamente, que iniciaria uma revisão completa da legislação trabalhista chilena para o efeito de conferir maior segurança no trabalho “nas áreas de mineração, agricultura e indústria”. Oportuno lembrar, como destacado por Emir Sader[1], que fora o próprio irmão do Presidente, José Piñera, que, no Chile, deu continuidade à idéia de “flexibilização laboral”, vinda desde Pinochet, a qual deixou muitos trabalhadores, e em especial os mineiros, sem qualquer proteção efetiva do Estado.

A relação da grande imprensa com a ditadura

Do Diário do Centro do Mundo por Paulo Nogueira
Um novo trecho de “Minha Tribo: o Jornalismo e os jornalistas”
É interessante o que aconteceu no jornalismo brasileiro nos últimos 50 anos, quando o país se modernizou economicamente.
Na época da ditadura militar, os donos das grandes empresas mantinham perfil baixo. Por motivos óbvios: havia risco. Ditaduras têm relação sempre áspera com o jornalismo. A exceção conspícua aí era Roberto Marinho, da Globo.  Ele era “absolutamente confiável”,  para os militares. Podia dizer que “dos seus comunistas” cuidava, e era verdade. Os comunistas que trabalhavam com Roberto Marinho não escreviam nada que pudesse alimentar sua causa.
Os demais donos não gozavam da mesma confiança dos militares. Os Mesquitas, que tinham apoiado a Revolução de 1964, exigiram depois que os militares voltassem logo para os quartéis. Mas os generais tinham gostado do poder, e terminaram por censurar o Estadão por muitos anos. Na Folha, sob Octavio Frias de Oliveira, você teve um jogo duplo. Frias não era um “pensador” como os Mesquitas.
Durante muitos anos ele manteve um jornal que era seu gesto de confraternização com o regime, a Folha da Tarde.  Iniciei minha carreira nele. Você parecia às vezes estar não numa redação, mas num quartel.  Antogio Aggio Filho, o editor-chefe, era de extrema-direita. O secretário de redação, Rodrigão, era militar. O redator-chefe, Torres, tinha livre trânsito no Dops. Não vi isso, mas contavam na redação que Torres uma vez subira numa cadeira para defender a morte de guerrilheiros – ou terroristas, como eles os chamava. A meu lado, na redação, trabalhavam um coronel, apelidado exatamente assim, Coronel. Era discreto, simpático. Guardo boas lembranças das conversas supérfluas que travávamos ali no fechamento.

Franklin Martins deixará o governo em eventual mandato de Dilma

Da coluna de Paulo Moreira Leite

Em conversas com Dilma Rousseff, o ministro Franklin Martins, da Comunicação Social, já deixou claro que só fica no Planalto até 31 de dezembro, quando termina o governo Lula. Um dos mais influentes ministros durante o segundo mandato, Franklin participa da elaboração da linha política do governo e defendeu a viabilidade da candidatura de Dilma quando ela era chamada de poste até pelos aliados. Desgastado por uma relação tensa com a mídia, Franklin está convencido de que seu posto deve ser ocupado por um ministro capaz de um convívio mais produtivo com profissionais e empresários da área.