20 de mai. de 2011

Gigante do setor de seguros promoveu orgia para funcionários



selo
Do IG
A Munich Re, uma das maiores empresas de seguros do mundo, promoveu uma festa para vendedores na qual eles foram agraciados com o serviço de prostitutas. A Ergo, uma das subdivisões da Munich Re, informou à BBC que a festa foi realizada em 2007, como um prêmio a seus melhores representantes de vendas. As pessoas responsáveis pelo evento já deixaram a empresa desde então.
A Munich Re é a maior empresa de resseguros do mundo - ou seja, é uma empresa que atua como seguradora de outras seguradoras. A festa foi realizada em uma estação de águas termais da capital da Hungria, Budapeste, como uma retribuição da Munich Re a seus vendedores mais bem-sucedidos, dando a eles "aquilo que eles quisessem". Vinte prostitutas foram contratadas para a festa, que teve cem convidados.
O jornal alemão Handelsblatt, especializado em economia, afirma que as garotas de programa usaram pulseiras coloridas que seriam como código para indicar a sua disponibilidade. As mulheres, segundo a publicação, tinham seus braços carimbados depois de cada atendimento. Um convidado anônimo disse ao Handelsblatt que os participantes podiam levar as prostitutas para camas no spa e "fazer o que quisessem".

O escândalo Palocci e as miçangas

Por Maria Inês Nassif
Para o Blog Luis Nassif Online 
Até o momento, mesmo com todos os revezes de sua vida pública, a imagem de Antonio Palocci, titular da Casa Civil, que emerge das denúncias de que teria aumentado o seu patrimônio pessoal em 20 vezes de 2006 a 2010, está longe de ser a de um ministro enfraquecido. É o retrato de corpo inteiro de um político muito forte. Palocci não tem poder apenas porque isso foi conferido a ele pela presidente da República, Dilma Rousseff, mas pela capacidade de se investir do papel de fiador de governos petistas, principalmente junto ao mercado. No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foi o fiador de um candidato eleito considerado pelo mercado como um incendiário; no governo Dilma, de uma presidente com um passado revolucionário que carregava a tiracolo um ministro da Fazenda, Guido Mantega, nada ortodoxo, e optou por tirar do Banco Central outro "fiador" do mercado, Henrique Meirelles.
No governo Lula, Palocci não caiu porque se viu envolvido em denúncias. Enquanto eram apenas elas, foi suficientemente poupado pelo mercado, pelos jornais e também pela oposição. Caiu devido a um excesso seu, depois de já ter retomado o controle sobre seu destino no Congresso. Depois de sair-se muito bem em uma ida ao Legislativo para prestar esclarecimentos, sua assessoria divulgou o sigilo bancário de um caseiro, a testemunha do caso. Se esse excesso não tivesse acontecido, é provável que tivesse continuado no governo, inclusive fortalecido, numa conjuntura em que o presidente estava frágil e o PT sob fogo cruzado.

Defensoria, até quando? II

A questão da defensoria pública já exauriu o tempo para a sua criação. O Estado de Santa Catarina não pode se omitir em questão tão relevante. A defensoria dativa tem que efetivamente ser um serviço complementar. Sou advogado e o único interesse vigente na não criação da defensoria pública é da OAB, que recebe os valores do Estado e tem porcentagem sobre estes. A capilariedade alegada deve ser usada em comarcas onde existir excessos de processos e a defensoria pública não conseguir atender a demanda ou ainda em comarcas onde por questão operacional a defensoria não for implementada imediatamente. Outra questão, o serviço complementar prestado tem que necessariamente ser quitado com o defensor dativo e não com intermediários.

Defensoria, até quando?

por André Dias Pereira no DC

Ontem, quinta-feira (19), o Dia Nacional da Defensoria Pública foi assinalado com atividades institucionais de promoção da cidadania por todo o país. Em Santa Catarina, no entanto, questiona-se até quando seremos o único Estado da federação a não tomar providências para a criação de sua Defensoria Pública. Até quando os governantes catarinenses se omitirão em suas obrigações constitucionais e privarão o povo barriga-verde dos serviços especializados de uma instituição pública voltada ao atendimento jurídico do cidadão carente, de defesa e conscientização dos direitos dos segmentos mais vulneráveis da população?

Até quando o sistema de Justiça catarinense permanecerá incompleto ­– e, assim, injusto –, ante a ausência de uma das suas funções essenciais, responsável pela democratização do acesso à Justiça e promoção dos direitos humanos àqueles que, por mais das vezes, sequer conhecem seus mais básicos direitos? Até quando os desprovidos de recursos terão sonegado o direito constitucional à assistência jurídica integral e gratuita prestada pelo Estado por meio de instituição própria, e ainda lamentar a inusitada postura da direção da OAB/SC, que, contrariando seus objetivos estatutários, resiste à criação do órgão constitucional de defesa e representação dos necessitados, constrangendo a classe por questões corporativas?

Aguardaremos o STF dizer o óbvio e determinar ao governo do Estado a imediata implantação da Defensoria Pública ou veremos antes a Assembleia Legislativa aprovar o histórico projeto de lei de iniciativa popular, abalizado em cerca de 50 mil assinaturas, colhidas por todo o Estado, a rogar pela criação da instituição pública? Certo é que a árdua luta pela efetivação dos direitos fundamentais da cidadania perpassa pela existência e atuação da instituição Defensoria Pública.

19 de mai. de 2011

Comparato: Consultorias de Palocci violam espírito da Constituição

Claudio Leal no Terra Magazine

A legalidade das consultorias financeiras do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, no exercício de seu mandato de deputado federal (2006/2010), é questionada pelo jurista e professor emérito de Direito da USP, Fábio Konder Comparato. Ex-ministro da Fazenda do governo Lula, Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio e adquiriu um apartamento de R$6,6 milhões, em São Paulo. Comparato afirma que a prática "é incompatível com o espírito da Constituição".
- Não é propriamente uma violação literal do artigo (54), é uma violação do espírito da Constituição. O parlamentar deve viver exclusivamente dos seus subsídios - interpreta o jurista, um dos advogados do processo de impeachmentdo ex-presidente Fernando Collor.
Nesta quarta-feira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, argumentou que não há elementos jurídicos para incriminar Palocci. "A prestação de consultoria pode ser reprovável em aspectos éticos, mas, em princípio, não constitui crime e, se não constitui crime, não justifica a atuação do Ministério Público", declarou Gurgel.
Numa nota de esclarecimento a líderes partidários, o petista alegou que "no mercado de capitais e em outros setores, a passagem por Ministério da Fazenda, BNDES ou Banco Central proporciona uma experiência única que dá enorme valor a estes profissionais mo mercado". Palocci citou os exemplos de Pedro Malan, Alcides Tápias, Armínio Fraga, Mailson da Nóbrega, Pérsio Arida, André Lara Rezende e Henrique Meirelles.
"Isso não justifica as irregularidades presentes", critica Fábio Konder Comparato.

18 de mai. de 2011

A capa preconceituosa da New Yorker

A charge da charge, jogo dos sete erros
Por Marcelo Csettkey em 17/5/2011 no Observatório da Imprensa
A capa da revista New Yorker publicada em julho de 2008 como objeto de análise se dá pela escolha de uma charge — de autoria de Barry Bitt — que expressou nítido preconceito. A visão maniqueista incutida no desenho sintetizou o pensamento reinante da era Bush: intolerância étnica, belicosidade e arrogância. A ótica reducionista perpassa pelos detalhes da charge. Enumerá-los no jogo dos sete erros é uma forma interessante de pontuar a tentativa infrutífera de desmoralizar o então candidato Barack Hussein Obama.
Comecemos pela que viria a ser a primeira-dama dos EUA: Qual a razão usada para colocá-la como guerrilheira portando uma metralhadora!?
O rosto de Bin Laden
Michelle Obama nunca fez apologia ou simpatizou com grupos radicais, e pior, fundamentalistas. Sendo assim, o rosto de Michelle foi substituído pelo rosto de Osama bin Laden.
Preconceito e intolerância
Obama trajado de uma vestimenta muçulmana também não tem o menor sentido. A utilização inapropriada da vestimenta, tudo indica, aponta para o preconceito étnico e intolerância racial.
O símbolo da ONU
A alusão ao quadro de Osama bin Laden, o líder da Al Qaida, na parede do suposto Salão Oval é descabida. Por esse motivo, o símbolo da ONU é apropriado, já que Obama está alinhado às decisões multipolares.
Eliminação de Bin Laden
Obama sempre prometeu caçá-lo em sua campanha presidencial e logrou êxito recentemente, eliminando-o no domingo, dia 1º de maio de 2011.
Cenário de ópera bufa

Preconceito descortina país pouco cordial

Marcelo Semer No Terra Magazine

Homofobia, xenofobia, sexismo. Ojeriza ao pobre e um renascido antissemitismo.
Houve de tudo um pouco no cardápio tétrico dessa última semana de nenhum orgulho e muito preconceito.
Onde foi parar, afinal, aquele Brasil, um país de todos?
O deputado Jair Bolsonaro acusa seus colegas de querer transformar crianças em gays - como se uma campanha contra a intolerância pudesse controlar orientações sexuais.
Pelo sim, pelo não, a bancada religiosa impede a aprovação da lei que criminaliza a homofobia, para que os portadores das palavras de fé e esperança possam gozar da liberdade de disseminar preconceitos.
Parece piada, mas não é.
E o que é piada nem parece.
Rafinha Bastos tenta em vão fazer rir ao dizer que "toda mulher que se diz vítima de estupro é feia". O estuprador, então, não merece pena, mas um abraço. Ria-se com um barulho desses.
Rafinha, o homem mais influente do Twitter, segundo o nada desprezível New York Times, não está sozinho nesse novo humor bolsonaro, que busca agredir e chocar, custe o que custar.
Seu colega Danilo Gentili tuíta a um milhão e meio de seguidores grotesca piada com o Holocausto, para justificar uma imaginária aversão de judeus a vagões, sem compreender o que havia de preconceito de classe no repúdio ao Metrô em Higienópolis.

Foto do parque nacional Namib-Naukluft, Namíbia, África.


Imagem: Fotografia do Deserto da Namíbia pelo fotógrafo Frans Lanting para a National Geographic
Esta foto incrível é a Foto do Dia na página do National Geographic.
Foi tirada na Namíbia, África, no parque nacional chamado Namib-Naukluft Park. Mostra o sol da manhã pintando as areias do deserto de laranja enquanto as Acácias, no primeiro plano, ainda não tinham sido atingidas pela luz do sol.
Belíssima foto e uma baita ilusão de ótica, fazendo lembrar uma pintura.

17 de mai. de 2011

Brasil será um dos países que redefinirá o crescimento global

Da BBC Brasil via IG

O Brasil está incluído em um grupo de seis economias emergentes que, segundo o Banco Mundial, irão redefinir a estrutura econômica global no futuro próximo.
De acordo com um relatório lançado nesta terça-feira, em Washington, até 2025 as economias do Brasil, China, Índia, Rússia, Indonésia e Coreia do Sul vão responder por mais da metade do crescimento global.
“À medida que o poder econômico muda, essas economias bem-sucedidas vão ajudar a conduzir o crescimento em países de baixa renda por meio de transações comerciais e financeiras transfronteiriças”, diz o documento.
Segundo o relatório Global Development Horizons 2011 – Multipolarity: The New Global Economy (“Horizontes do Desenvolvimento Mundial 2011 – Multipolaridade: a Nova Economia Mundial”, em tradução livre), os emergentes vão crescer em média 4,7% até 2025.

Mendonção, Inflação e eleição

Por Paulo Moreira Leite

Acabo de participar do Roda Viva com Luis Carlos Mendonça de Barros, economista que foi uma das estrelas do Plano Cruzado de José Sarney e também do Plano Real de Fernando Henrique Cardoso.
Com um certo humor, deve-se dizer que estamos assistindo a uma inflação de Mendonção e, para seguir na rima, podemos acrescentar que essa situação não chega a ser uma solução. O ex-ministro, economista e empresário é um grande polemista mas em minha opinião sua intervenção coloca mais dúvidas do que certezas.
Gosto da franqueza acima da média de Mendonção. Sempre preferi sua visão desenvolvimentista num PSDB que andou de forma cada vez mais inclinada para o monetarismo, escola que deixou a legenda com uma face econômica incompatível com as carencias de um país com 190 milhões de habitantes.
Gostei do programa, que retrata o debate econômico do Brasil de hoje, quando os economistas querem fazer um tipo de mudança que a maioria da população não admite. E este é o impasse real.
Mendonção tornou-se o mais visivel porta-voz de forças que pressionam o governo Dilma para dar uma paulada nos juros com o argumento de que sem um sacrifício de bom tamanho não será possível derrubar a inflação, assunto que é uma dor de cabeça de grandes empresas e do próprio governo.
Numa entrevista à Jose Fucs, da Epoca, ele disse que não se derruba a inflação com chá de camomila.
Os dados mais recentes informam que ela chegou a 6,51% ao ano. Considerando que o teto da meta definida pelo governo é de 6,50% estamos falando de um décimo de um centésimo! Como já recordou José Paulo Kupfer em sua coluna do Estadão, apenas no governo FHC o teto da inflação estourou duas vezes. E não foi nenhum deus nos acuda.
Vinte e cinco anos atrás, no governo Sarney, um dos integrantes da equipe econômica da época chegou a publicar um artigo na revista VEJA para dizer que é amadorismo falar que a economia fica fora de controle quando há uma diferença de 1% ou 2% entre a meta definida e o objetivo alcançado. Estamos num desvio de 0,1%. Se você for controlar seu peso num consultório médico e se queixar de que engordou 0,1% o doutor vai receitar um antipsicótico…
O efeito da medida proposta por Mendonção, se aplicada, seria diminuir o crédito e, por esse caminho, diminuir o crescimento da economia. O efeito seguinte seria sangrar o mercado de trabalho, invertendo a curva que há oito anos diminui o desemprego para jogar alguns milhões de brasileiros no olho da rua. Com isso, alega, os salários deixariam de pressionar os preços.

América Latina sem ninguém

Documentário do History Channel

16 de mai. de 2011

TUDO CULPA DA PÓS-MODERNIDADE

COLUNA DO JORNAL "O SUL" (14/05), por Lenio Streck, Via Alexandre Moraes da Rosa



Vivemos em tempos “pós-modernos”. Tudo é fluido. Não há mais fundamentos. Por exemplo, a dita pós-modernidade está acabando com a língua. Vivemos em um “imaginário twitter”, que vem a calhar para quem quer pensar pouco e ler menos ainda: “seu mundo em 140 caracteres” – eis a promessa pós-moderna. Qualquer anônimo se transforma em “alguém”, twittando. Nestes tempos “líquidos”, em que tudo escorre por entre os dedos, como a areia da ampulheta, estamos sendo imbecilizados. Já notaram que a TV ajuda muito nisso? O repórter só consegue falar da enchente quando está com água pelo pescoço. “O trigo subiu de preço”... e onde está o (ou a) repórter? No meio do trigal. Bingo! Você está proibido de pensar. O discurso pós-moderno deve ser prêt-à-porter, prêt-a-parler e prêt-à-penser (como ninguém mais lê, traduzo: pronto para usar, para falar e para pensar). Já vem tudo empacotado.

TUDO CULPA DA PÓS-MODERNIDADE II - PALAVRAS E COISAS
Pensam que isso não é sério? Buscamos sempre facilidades. A comunicação tem que ser direta, dizem. Não pode haver “floreios” linguísticos. Use jargões. Facilite a vida do telespectador, ouvinte ou leitor, com tiradas a la Hommer Simpson. Mais: seja eficiente, buscando a isomorfia entre palavras e coisas. Outro dia vi uma reportagem na TV, em que uma filosófa/dublê de repórter tentava explicar o Mito da Caverna, de Platão (sabe aquele filósofo?). E, adivinhem, onde ela fez a reportagem?

Hawking: vida após a morte é conto de fadas para quem tem medo

Do Terra

O astrofísico Stephen Hawking, 69 anos, afirmou em entrevista ao jornal The Guardian que a vida após a morte é apenas um "conto de fadas" para pessoas com medo de morrer. Hawking, um dos mais conhecidos cientistas do planeta, sofre desde os 21 anos com os efeitos de uma doença que o impede de se mover e que, segundo os médicos, deveria tê-lo matado em poucos anos após os primeiros sintomas, mas que, de acordo com o próprio astrofísico, permitiu que ele aproveitasse mais a vida.
"Eu vivi com uma perspectiva de uma morte próxima pelos últimos 49 anos. Em não tenho medo da morte, mas eu não tenho pressa em morrer. Eu tenho muita coisa para fazer antes", diz ao jornal britânico. "Eu considero o cérebro como um computador que vai parar de trabalhar quando seus componentes falharem. Não há céu nem vida após a morte para computadores quebrados, isto é um conto de fadas para as pessoas com medo do escuro", afirma o cientista.
Em 2010, Hawking lançou o livro The Grand Design, no qual afirma que não há necessidade de um criador para explicar a existência do Universo. As afirmações vão contra um de seus mais famosos livros, Uma Breve História do Tempo (hoje revisado e com o títuloUma Nova História do Tempo), de 1988, em parceria com Leonard Mlodinow. Nos anos 80, Hawking dizia que uma teoria do tudo, a qual Einstein buscava e que poderia explicar todas as forças e partículas do Universo, seria o que levaria o homem a "conhecer a mente de Deus".
Agora, o astrofísico descarta a vida após a morte e diz que devemos focar nosso potencial na Terra fazendo bom uso de nossas vidas.
Na terça-feira, Hawking profere uma palestra em Londres onde afirmará que flutuações quânticas no início do universo tornaram possíveis as galáxias, estrelas e, por fim, a vida humana. Ele ainda falará sobre a teoria M, que une as teorias das cordas e é vista por muitos cientistas como a melhor candidata a teoria do tudo

Cofre do assalariado

Paraguai molda com vigor sua nova imagem

Do Diário Catarinense
Nada de guarânias melancólicas. O ritmo em que o Paraguai comemorou 200 anos de independência, no final de semana, é de crescimento de 15,3%, o segundo maior registrado no mundo no ano passado. O efeito de exportações, investimentos e construções salta aos olhos de quem visita o país e fortalece a economia que antes era considerada a mais débil da região.

Para a maioria dos brasileiros, é um vizinho desconhecido, cortado ao meio pelo rio que lhe empresta o nome. Para o bicentenário da independência, comemorado no final de semana, o Paraguai se vestiu de azul, branco e vermelho com o orgulho de ser o segundo país em crescimento do planeta, quarto maior exportador mundial de soja e oitavo maior provedor global de carne bovina. Não é o país do tráfico, do contrabando e do roubo de carros: é uma economia atraente para investidores de Estados Unidos, Brasil, Espanha e Grã-Bretanha – as quatro maiores fontes recentes de investimento no país.

– O Paraguai ainda é um desconhecido, o que gera preconceito – testemunha Wagner Weber, presidente do Centro Empresarial Brasil-Paraguai, com sede em Curitiba.

Escolha dos juízes por voto popular!



Por que não deu certo?

Cláudio Lembo no Terra Magazine
De São Paulo
Fizemos nossa reforma. Poucas foram as consequências. Criaram-se mais organismos. Alargou-se a burocracia. De prático e sensível, pouco se obteve.
Fala-se, aqui, da Reforma do Judiciário. Aquela da Emenda 45 à Constituição Federal. As intenções eram muitas. A realidade mostrou-se avara.
Os operadores do Direito se encontram extenuados. Os jurisdicionados - em condições de procurar a Justiça - desencantados. Um processo judicial é mais demorado que uma longa vida.
Os resultados aleatórios. A jurisprudência, até ser harmonizada, demora anos. Os tribunais dos estados federados mostram-se autônomos. Atinge- se o equilíbrio só quando os tribunais superiores da União se pronunciam.
É preciso ter paciência. E bons advogados. Estes só se mostram disponíveis para os clientes economicamente fortes. A maioria da sociedade fica, pois, marginalizada.
O acesso à Justiça é direito constitucional. É risível. Não basta ingressar nos tribunais. É necessária a paridade de armas. A diferença é brutal entre a cidadania e os grandes grupos ou os entes governamentais.

13 de mai. de 2011

Dazaranha - Tribuzana

Barbárie do ex-Império Britânico vem à tona em tribunal de Londres

Do blog de Ricardo Setti

O sangrento passado colonial britânico volta e meia vem à tona, numa era em que o país se proclama um baluarte dos direitos humanos – pois é em nome deles, e de defender dissidentes civis na Líbia, que o Reino Unido participa dos bombardeios às forças do ditador Muamar Kadafi.
O período colonial, no qual boa parte da população acreditava piamente que o país exercia papel civilizatório, é eivado de barbárie, e ela acaba de emergir em um processo na Justiça britânica. Por iniciativa de 4 sobreviventes, entre os milhares de cidadãos do Quênia que sofreram toda sorte de abusos das autoridades britânicas na ex-colônia africana por integrarem, serem simpatizantes ou suspeitos de auxiliarem nos anos 50 e 60 o movimento independentista Mau Mau, liderado por aquele que seria o futuro presidente do Quênia independente, Jomo Kenyatta (1964-1978).
Ndiku Mutua, 79 anos, Wambugu Wa Nyingi, 83, Paulo Nzili, 84 e Jane Muthoni, 72, diferentemente do que ocorre com vítimas de violências por parte do Estado em outros países, não querem dinheiro – nem 1 centavo – para si.

Sexta feira 13

Por Amarildo

Decisão judicial impede fechamento da BR-101, em Balneário Camboriú

Do Diário Catarinense

Manifestação contra o preço da gasolina estava marcada para as 12h30min desta sexta-feira

O protesto contra o aumento do preço dos combustíveis previsto para 12h30min desta sexta-feira, não ocorreu. De acordo com o site clicRBS Itajaí, a juíza Adriana Lisbôa, da Vara da Fazenda Pública de Balneário Camboriú, deu parecer favorável ao pedido da Autopista Litoral Sul.

Alegando prejuízo econômico para a região e risco de acidentes, a concessionária da BR-101 entrou com uma liminar de interdito proibitório. Caso a rodovia fosse fechada, como o planejado pelos manifestantes, o Conselho Comunitário de Segurança Interbairros (Conseg), organizador do movimento, teria de pagar multa de R$ 10 mil.

Os manifestantes se posicionaram na Marginal Oeste e realizaram um protesto pacífico. Panfletos e adesivos contra o aumento do preço dos combustíveis foram entregues aos motoristas que passaram pelo local. O Conseg entrará com recurso na justiça e planeja o fechamento da BR-101, em Balneário Camboriú, para a próxima semana.

Brasil concentra no setor automotivo a retaliação à Argentina

Do Valor via Nassif

Sergio Leo | De Brasília

Depois de cogitar a imposição de travas na importação de variados bens argentinos no setor automotivo, em represália ao protecionismo do sócio do Brasil no Mercosul, as autoridades brasileiras decidiram concentrar-se no principal item da pauta: automóveis. Desde quarta-feira, como pode ser conferido na página da Secretaria da Receita Federal na internet, quem tenta importar veículos da Argentina recebe a informação de que é necessária "anuência prévia" do Ministério do Desenvolvimento. Até a semana passada, só era exigida anuência (certificação) do Ibama.
�Veículos de passeio, coletivos e de carga somam 32,7%, quase um terço, de todas as vendas argentinas ao Brasil. As compras desses produtos pelo mercado brasileiro aumentaram acima de 30% nos quatro primeiros meses de 2011, comparados ao mesmo período do ano passado. A exigência nova, sem a qual não é emitida a licença de importação no Brasil, está explícita na página www.receita.fazenda.gov.br/aduana/importacao.htm, no item "Simulador do Tratamento Tributário e Administrativo das Importações". Lá se informa que "para determinados países" a anuência é exigida.
O texto é propositadamente vago, para evitar acusações de discriminação, proibida pela Organização Mundial do Comércio, e dar margem de manobra à burocracia. Mas o alvo, garantem os técnicos, é a Argentina, embora o ministério oficialmente não reconheça a retaliação.

12 de mai. de 2011

"Colonialismo brasileiro" vira tema de campanha no Peru


PATRÍCIA CAMPOS MELLO Na Folha via Nassif
SÃO PAULO
A internacionalização das estatais brasileiras na América do Sul já causa conflitos políticos. A atuação do Brasil na busca de recursos naturais em países da região é comparada ao novo colonialismo chinês.

Projetos envolvendo a Eletrobras e a Petrobras transformaram-se em um dos principais temas da campanha presidencial do Peru.

Os dois candidatos à Presidência do Peru, o esquerdista Ollanta Humala e a direitista Keiko Fujimori, declararam que irão rever licenças ambientais e exigir consultas aos indígenas para prosseguir com as obras de hidrelétricas tocadas por empresas brasileiras.
"Se as comunidades não estão de acordo com projetos que podem afetar o ambiente e o desenvolvimento das populações, como o projeto da hidrelétrica de Inambari, essas obras não serão realizadas", disse Humala. "Os grandes projetos, como Inambari, terão de passar por uma consulta prévia da população", disse Keiko.

Inambari é tocada por Eletrobras, Furnas e a empreiteira OAS. Ela faz parte do pacto energético firmado entre Peru e Brasil em 2008, que prevê a construção de seis usinas. No total serão construídas 20 hidrelétricas com participação do Brasil até 2050.

Keiko e Humala estão empatados nas pesquisas do segundo turno, que será realizado no dia 6 de junho.

A atuação da Petrobras no Peru desencadeou uma onda de nacionalismo no país. Humala declarou que vai restringir o percentual de gás da reserva de Camisea que poderá ser exportado, para manter os preços baixos dentro do Peru.

Rombo de partidos será coberto com dinheiro público

AE - Agência Estado
Os rombos que o ano eleitoral de 2010 deixou nas contas do PT e do PSDB serão integralmente cobertos por recursos públicos em 2011, graças à manobra do Congresso que, em janeiro, elevou em R$ 100 milhões os repasses da União para o Fundo Partidário.
Depois de bancar parte da campanha presidencial de Dilma Rousseff, além de outros candidatos a governos estaduais e ao Congresso, o PT chegou ao fim de 2010 com um déficit de quase R$ 16 milhões - número divulgado semana passada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas receberá cerca de R$ 16,8 milhões extras neste ano graças ao incremento do Fundo Partidário, aprovado por unanimidade pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso e nem sequer debatido pelo plenário.
No caso dos tucanos, a receita extra será exatamente igual ao déficit nas contas de 2010: R$ 11,4 milhões. Como o PSDB tem uma dívida pequena de eleições anteriores, de cerca de R$ 500 mil, com essa ajuda poderá até encerrar o ano com superávit.
No total, o Orçamento da União destinará este ano R$ 265 milhões para o Fundo Partidário, ao invés dos R$ 165 milhões previstos. Mas os líderes partidários acharam pouco. Em uma articulação cuja paternidade nunca foi reivindicada, eles turbinaram o Fundo Partidário em 56% em termos reais, o maior aumento anual desde 1995, quando foi fixado em R$ 0,35 por eleitor.

11 de mai. de 2011

30 anos da morte de Bob Marley


Cadastro positivo é aprovado na Câmara dos Deputados

Comentário: definitivamente o congresso trabalha para os grandes lobbys. Esse mal fadado cadastro "positivo" é na verdade um cadastro negativo que aumentará o custo de empréstimo de quem não estiver no cadastro e de quem se negar a liberar as informações.  Não reduzirá o custo dos empréstimos e mais uma forma do sistema financeiro controlar a vida do cidadão. Aumentará o custo da parcela mais pobre da população. O governo à vários anos faz concessões reiteradas aos financistas e temos a maior carga de juros do mundo. Já não chega a pressão velada para que se aumente os juros da economia. É uma vergonha, como diria um apresentador de TV.
Do globo

BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados aprovou a medida provisória que cria o cadastro positivo, um banco de dados que reunirá informações sobre os consumidores. De acordo com o texto, os dados de consumidores (pessoas físicas e jurídicas) poderão ser incluídos no cadastro positivo por meio de uma única autorização e constarão da base de dados durante prazo máximo de 15 anos. O texto foi aprovado simbolicamente, com o apoio no mérito de todos os partidos, com exceção do PSOL, mas precisa ser votado pelo Senado.
Em 2010, o Congresso aprovou projeto de lei que criava esse cadastro, mas a proposta foi vetada integralmente pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que editou no mesmo dia do veto a MP votada nesta terça-feira. Na proposta, o governo deu novo formato ao cadastro, com maior clareza às regras e mais segurança aos consumidores.
O banco de dados poderá ter informações sobre financiamentos e também serviços continuados, como pagamento de água, luz e telefone fixo. Os dados sobre telefonia móvel ficarão de fora, porque o setor não tem um sistema organizado e são comuns erros em contas e cobranças feitas dos clientes.

Lançamento Livro eletrônico Alexandre Morais da Rosa

Alexandre Morais da Rosa lança seu primeiro livro eletrônico (e o primeiro do Brasil, na área), agora na versão impressa, no Rio de Janeiro, na Livraria da Travessa no Shopping Leblon.
Comentário do autor:

O livro é sobre Direito, Psicanálise e Controle Social.Divulguem. Agradeço
ATENÇÃO: O livro estará para venda somente nesse dia na Travessa. Nos demais dias e nos outros lugares, por enquanto, não estará disponível. Quem desejar o livro eu encaminho pelo correio, ao preço de 20 reais, bastando mandar um mail para alexandremoraisdarosa@gmail.com com o endereço. Pretendo, também, fazer lançamentos noutros lugares. 

O racismo de Lobato está provado. E agora?

Por Paulo Moreira Leite

No ano passado, ocorreu um desses episódios que ilustram com clareza e didatismo a pobreza de nossa vida cultural, o caráter superficial do debate de idéias no país e as facilidades oferecidas a determinadas fatias do mundo intelectual para defender seus pontos de vista nos meios de comunicação.
Atendendo a solicitação de um professor, o Conselho Federal de Educação fez uma leitura de Caçadas de Pedrinho, uma das obras mais conhecidas de Monteiro Lobato, e concluiu que ela exprimia uma visão racista de Tia Anastacia, a   cozinheira do Sítio do Pica Pau Amarelo. Ao longo da obra, como os leitores mais antigos devem recordar, Lobato chega a referir-se a Anastácia como “macaca”, prefere usar a expressão “beiço” para falar de lábios e assim por diante.
Em parecer divulgado pelos jornais, o Conselho sugeriu que as edições futuras de Caçadas de Pedrinho viessem acompanhadas de um texto explicativo, capaz de situar a discussão sobre racismo em seu contexto histórico. Seria uma forma de permitir que toda pessoa que fosse ler Lobato daqui para a frente pudesse fazer uma reflexão sobre aquelas passagens agressivas em relação aos brasileiros e brasileiras negros.
Leitor de Lobato na infancia, quando ficava chocado e confuso diante da linguagem violenta empregada para falar de Anastacia, sentindo aquela compaixão triste das crianças por quem sofre uma agressão muito forte e incompreensível, eu mesmo achei que o texto explicativo seria uma boa idéia — e escrevi essa opinião aqui mesmo, neste espaço.
Na verdade, a resolução do Conselho produziu um escândalo. Com uma motivação óbvia mas oculta — o debate sobre cotas e toda política de ação afirmativa estava o auge — uma patrulha de jornalistas, intelectuais,  professores e polemistas de plantão atirou-se com apetite sobre a resolução do Conselho. Falou-se em censura, em ameaça a liberdade de expressão — ainda que a legislação considere racismo um crime inafiançável — e também se sugeriu que nossos professores são tão despreparados que deveriam aprender a ler Lobato como se deve.

Biógrafo: Defesa da Ku-Klux-Klan não tira grandeza de Lobato

Ana Cláudia Barros noTerra Magazine
A polêmica em torno do suposto racismo de Monteiro Lobato, levantada no ano passado após o Conselho Nacional de Educação recomendar a inclusão de notas explicativas no livro Caçadas de Pedrinho, ganhou novo fôlego com a publicação de cartas inéditas do escritor na última edição da Revista Bravo!. Nelas, são revelados o pouco apreço do autor de Urupês por "mestiços" e sua simpatia pela Ku-Klux-Klan, sociedade secreta norte-americana que defende a supremacia branca. Em algumas cartas, Lobato também se mostrava favorável à eugenia, estudo fundamentado na ideia de aprimoramento da espécie humana a partir da genética, que serviu de base para o nazismo e os argumentos sobre a pretensa superioridade da raça ariana.
Um dos autores da biografia Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia,o historiador Vladimir Sacchetta relativiza a identificação do criador de Emília com a eugenia e chama de "extemporânea" e de "bobagem" as acusações de racismo endereçadas ao escritor.
-No livro (Caçadas de Pedrinho), eles caçam e matam uma onça pintada. Hoje seria um crime ambiental. Naquele momento não era. O mesmo acontece com as expressões usadas pela Emília. Se ela chama a Tia Nastácia de "negra beiçuda" ou "negra de estimação", isso não significa que ela está com uma atitude racista - afirma o biógrafo, admitindo, entretanto, que a "a defesa da Ku Klux Klan é indefensável".

Droga de elite

Por Fernando Cazian

Higienópolis (cidade da higiene) rechaçou a chegada do metrô. Haveria uma estação no local onde hoje funciona um supermercado Pão de Açúcar, na av. Angélica, esquina com a rua Sergipe. Morei anos ali.
Para quem não conhece, é um bairro rico e central de São Paulo.
Esse canto abrigaria a ex-futura estação do coletivo, agora deslocada para o Pacaembu, com bem menos concentração de pessoas.
O lobby dos ricos venceu. O governo tucano tucanou de novo diante da pressão dos moradores.
Empregadas, babás, porteiros, faxineiros, feirantes, garis, funcionários do Pão de Açúcar e milhares de empregados do bairro que servem diariamente os moradores continuarão sem a melhor, mais rápida, pontual, organizada e limpa opção de transporte público.
Temia-se o aparecimento de camelôs nas redondezas. De "uma gente diferenciada", um morador chegou a dizer.
Reclama-se muito que São Paulo não consegue ser cosmopolita, democrática.
Vamos a Nova York e à Europa e voltamos deslumbrados. Carentes da não dependência do carro e saudosos de "civilização".
Não conseguimos fazer o mesmo onde vivemos.
Conviver com o próprio povo é um porre.

FACEBOOK DEIXA VAZAR DADOS DE USUÁRIOS

dO cLICKRBS

O maior site de relações pessoais do mundo, o Facebook, deixou aberto acidentalmente uma porta para anunciantes acessarem arquivos, fotos, conversas e arquivos pessoais de usuários da rede social, revelou nesta terça-feira a empresa americana de segurança Symatec.
Segundo a empresa, os ‘links’ que vazaram permitiam mudar perfis, mandar mensagens, postar recados em murais ou outras opções.
Isso foi possível, diz a empresa, porque as aplicações do Facebook são programas de softwares da Web integrados à plataforma on-line da rede social, sendo passíveis de compartilhamento.
Segundo a empresa, 20 milhões de aplicativos são instalados todos os dias e trazem o risco de aberturas para vazamentos como esse.
“Felizmente, estes terceiros podem não ter percebido que poderiam acessar essas informações”, disse Nishant Doshi, da Symantec. “Nós reportamos essa questão ao Facebook, que tem tomado as providências cabíveis para eliminar esse problema”.

Lição de casa

Por Antonio Delfim Netto na Folha via Nassif
Há visíveis discordâncias entre os economistas sobre como superar os problemas deixados pela crise de 2007-09.

Ela desempregou, no plano da economia real, aproximadamente 30 milhões de cidadãos, desarticulou ainda mais a precária condição fiscal de um grande número de países, acentuou os imensos desequilíbrios (positivos e negativos) no balanço em conta-corrente de alguns deles e introduziu sérias dúvidas sobre a continuidade do uso do dólar como unidade de conta internacional. Essa confusão não é o fim, mas o começo de um novo conhecimento econômico.

É evidente que o conhecimento só avança quando é contestado pela realidade: a ciência progride sobre suas falhas. O estado de dúvida ampla, geral e irrestrita deve levar à modéstia nas recomendações "normativas" frequentemente extraídas de modelos elegantes, mas de discutível vinculação com a realidade.

Abre-se um vasto campo de conhecimento a ser retrabalhado e explorado.

A hipocrisia de Obama e os dois pesos no Oriente Médio

Por Gianni Carta na Carta Capital

Magid Shihade, professor de Estudos Internacionais da Universidade de Birzeit, na Cisjordânia, e autor de Not a Soccer Game: Colonialism and Conflict Among Palestinians in Israel (Não é um jogo de futebol: Colonialismo e conflito entre palestinos em Israel, em tradução livre), analisa as repercussões da morte de Osama Bin Laden no Oriente Médio.
CartaCapital: Que impacto a morte de Bin Laden pode ter na “Primavera Árabe”?
Magid Shihade:
 Muitos argumentaram que a razão desse ato americano ou as notícias tiveram como objetivo desviar a atenção da Revolução Árabe, numa tentativa de reiniciar o discurso sobre a “guerra contra o terror”. Em outras palavras, esse ato americano é visto por numerosos críticos como uma forma de ofuscar a Revolução Árabe que começou a eclipsar as notícias sobre o “terror”, e parecia ter trazido um fim à política, pós 11 de Setembro, dos EUA na região.
CC: Qual é a imagem de Obama no Oriente Médio, após a morte de Bin Laden?
MS:
 Para muitos sua imagem deteriorou-se tempos atrás pelo fato de ele ter seguido seus antecessores na política de apoio a Israel. Ele mostrou hipocrisia, padrões duplos na reação às diferentes revoluções na região. A intervenção na Líbia é vista como contrarrevolucionária, ao contrário do que parece. Por outro lado, a não intervenção no Bahrein mostra os padrões duplos e o egoísmo que permeiam a política dos Estados Unidos. Autorizar a matança de Bin Laden e declarar que apesar disso “a guerra contra o terror” continua, deixa claro para muitas pessoas que Obama, assim como o seu predecessor, pretende permanecer envolvido na região sem modificar o curso.